Encontro do BID
reúne a arte contemporânea



01 - Tadeu Bandeira : Curador da Mostra
02 - Pinturas do Século XVIII
03 - 14 Bis no BID

Fotos: Renato Cobucci


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


O centro de convenções do Expominas, onde acontece a 47ª Reunião Anual da Assembléia de Governadores do Banco Internamericano de Desenvolvimento (BID), à primeira vista, até se confunde com um museu de arte contemporânea que, certamente, poderia abrigar uma Bienal Internacional de Artes Visuais, com obras de todas as tendências e técnicas em ambientes fechados e a céu aberto. Para se ter uma visão geral, o ideal é começar pelas monumentais esculturas de Amílcar de Castro, ao lado das bandeiras. No hall de entrada do plenário, desenho também de Amílcar faz `pendant' com esculturas 'plantadas' no chão.

Complementando o roteiro, deve-se passar pelos boxes - onde estão instalados os bancos, e pelos gabinetes do governador de Minas, do prefeito de Belo Horizonte e do presidente do BID, numa visita de aproximadamente 1h30. No andar superior do Expominas, temos uma espécie de filial do Centro do Artesanato Mineiro, que funciona no Palácio das Artes, espaço três vezes superior ao ocupado na Avenida Afonso Pena, com destaques para o que há de mais criativo do Vale do Jequitinhonha. Na Grande Galeria, sob a curadoria do colecionador Tadeu Bandeira, há uma seleção de obras de acervos particulares (inclusive o dele), de museus e das principais galerias de arte da cidade. Os destaques são pinturas de André Burian, Marta Neves, Léo Brizola, Sara Ramo, fotografias de Luiz Flávio, Rosangela Rennó, Léo Brizola e Cao Guimarães.

No mesmo espaço, pinturas sobre madeira de Celso Renato de Lima, Adriane Gallinari, Isaura Pena, Fernando Veloso, além de esculturas cilíndricas, de Renato Madureira, e objeto espelhado, de Guilherme Machado. Nos boxes dos bancos e países, destacam-se Fernando Pacheco, Leonora Weissmann, Isaura Penna, Mário Zavagli, Tobias Marcier, Ana Horta, Ricardo Ferrari, José Bento e Sônia Gomes. Megamandalas, de Paulo Laender, estão na entrada do restaurante, e esculturas em madeira, nos espaços que interligam diferentes módulos. No gabinete do presidente do BID, fotografias de Mariangela Chiari, registrando esculturas do colombiano Botero, em Milão, ocupam várias paredes. Monumental pintura de Luchesi, e pintura-painel de Abelardo Zaluar, compõem todos os ambientes.

Finalizando o 'tour du force', os destaques maiores são o Pavilhão de Minas Gerais, do governador Aécio Neves, e o Pavilhão-Gabinete, do prefeito Fernando Pimentel. No espaço do Governo de Minas, estão na recepção, óleo sobre tela de Orlando Castano, desenho de Mônica Sartorido e esculturas de Maurino Araujo. A recepção do Gabinete-Pavilhão tem pintura-painel de Niura Belavinha, tela de Ricardo Homem e esculturas de Maurino Araújo, Amílcar de Castro e de Marcos Benjamin. Na sala de reuniões, outra escultura de Amílcar de Castro. Na sala privativa do prefeito, megatela de Arindo Daibert e escultura de Franz Weissmann. As principais galerias de arte da cidade estão apresentando obras do acervo.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte. Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br)

02.04.2006