Expresso Minas-Brasília

"A LUZ E A MATÉRIA" , escultura de Amílcar de Castro, óleo sobre tela, de Carlos Bracher, com detalhe de "Africanas", de Fernando Lucchesi, ao fundo, e "Gêmeas", de Alfredo Ceschiatti (Fotos Divulgação)

A coletiva “Minas das Artes" reúne, no gabinete da presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília, propostas de Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Ceschiatti, Amílcar de Castro, Carlos Bracher, Yara Tupinambá, Inimá de Paula, Geraldo Teles de Oliveira, Farnese de Andrade, Fernando Lucchesi, Simone Ribeiro, Zé Bento, José Pedro e Marcos Coelho Benjamin.
O exposição foi idealizada nos mesmos moldes do Gabinete do Prefeito Célio de Castro, em 1997, e chega à quinta edição.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha escreve no catálogo: “Com a exposição Minas das Artes, trazemos a Brasília alguns dos maiores e mais importantes nomes da criação artística brasileira. Valores que transcendem os limites das artes plásticas, porque ilustram Minas e engrandecem o patrimônio da cultura brasileira. A esses artistas, juntam-se os expositores da mostra de gravuras Registro Mineiro, no corredor de acesso ao Plenário, e os mestres artesãos das Coisas de Minas, cujo talento embeleza o Espaço do servidor. Não por coincidência, o conjunto dessas obras sintetiza o grandioso papel que desempenha o estado de Minas Gerais na história, na cultura e na política brasileiras".
Ao lado de pioneiros como Guignard, Ceschiatti e Pedrosa estão Amilcar, Carlos Bracher, Yara Tupinambá, Inimá e aquele grupo bastante conhecido da geração do final dos anos 60 e início dos 70 _ Benjamin, Lucchesi, José Bento e outros.

O resultado seria melhor se estivessem inclusos nomes das gerações 80 e 90. O curador Henrique Domingues Neto justifica tais lacunas pelo fato de que os trabalhos vêm de acervos particulares, de colecionadores brasilienses.

Mudando de assunto: Lisbeth Rebolo Gonçalves e Elvira Vernaschi, respectivamente presidente e secretária da Associação Brasileira de Críticos de Arte, acabam de divulgar os nomes dos críticos e artistas indicados à premiação da edição 2005 da ABCA. Ao Prêmio Gonzaga Duque, destinado a crítico associado, pela atuação durante o ano, concorrem César Romero (Bahia), Olívio Tavares de Araújo (São Paulo) e Raul Córdula (Pernambuco). Do Prêmio Mário Pedrosa, destinado a artista de linguagem contemporânea, constam Arthur Barrio (Rio), Mário Cravo Netto (Bahia) e Miguel Rio Branco (Rio). Ao Prêmio Mário de Andrade, à trajetória de crítico filiado ou não, concorrem Eduardo Virmont (Paraná), Ivo Zanini (São Paulo) e Maria do Carmo Arantes (Minas Gerais).

Ao Prêmio Maria Eugênia Franco, para curadores, estão inscritos Ana Maria Belluzo (São Paulo), Elza Ajzemberrg (São Paulo) e este crítico de artes, pela curadoria do Resumo HOJE em Belo Horizonte. A propósito, fomos premiados com o Gonzaga Duque, em 1995, atribuído a um crítico pela atuação. Agora, indicados pelo colegas da crítica, estamos de volta.


A votação desses e outros prêmios ocorre de hoje a 7 de março, e a apuração será no dia 11 de março, na sede do Mube (Museu da Escultura nos Jardins em São Paulo). A cerimônia de entrega está prevista para 25 de abril, na sede do Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Na ocasião, será lançado o novo número do Jornal da ABCA.

" Minas das Artes" _ No Gabinete do Presidente da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Até 30 de abril.

Morgan da Motta
28.02.2005