Waldir Sergio transforma sucata em arte



FOTO: DIVULGAÇÃO

Escultura recente do artista, criada emsucata, e que pode ser vista namostra emquestão


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


Um dos pioneiros em reciclagem e no uso artístico de sucatas de ferro, o veterano e premiadíssimo Waldir Sérgio retorna ao circuito, após ausência de mais de uma década. Expressão corporal e muita criatividade unem a sucata à mais bela e contundente forma de expressar a maneira impulsiva de enxergar uma realidade. É dessa forma, o escultor figurativo elabora suas propostas, de caráter único. No Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR, à Rua Belém, 40, Esplanada), obras e de fases passadas ficam em cartaz por três meses.

Nascido em Ouro Preto e residente em BH desde a década de 60, ele iniciou sua carreira com esculturas em pedra sabão, passando à madeira até chegar ao material que utiliza e através do qual propõe a necessidade de mudança de hábitos e atitudes para o uso racional dos recursos naturais, ou seja, dentro do espírito do CMRR e dos artistas que lá criam e expõem. Enfim, praticamente através da mostra, que tem como mote “Artes das Aparas”, com esculturas feitas com sucatas de ferro e peças de automóveis.
Por ser considerado um artista compulsivo, Waldir não costuma esboçar uma peça antes de produzi-la, normalmente são feitas no momento em que a ideia surge e as obras são caracterizadas por sua estética expressionista
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(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


03.08.2009