SÃO PAULO

Relação entre arte e antropologia é tema de exposição



FOTOS: DIVULGAÇÃO MAC-USP/ARQUIVO HD

DESTAQUES: "A Negra" de Tarsinala do Amaral (1) e "Perfíl de Zulmira" de Lasar Segall (2) marcos maiores do nosso modernismo, na coletiva do MAC e (3) Proposta de Raimundo Collares, da Coleção Sattamini, ora no MASP




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Para aqueles que pretendem passar o próximo fim de semana (7 de setembro) em São Paulo, recomendamos duas excelentes mostras: “Arte e Ousadia - O Brasil na Coleção João Sattamini”, no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e “Arte-Antropologia: Representações e Estratégias”, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), que reúne obras da coleção do falido banqueiro Edemar Cid Ferreira (atualmente sob a guarda do MAC).
Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Pierre Verger, Flávio Carvalho, José Pancetti, Rubem Valentim, Artur Barrio, Felipe Ehrenberg, Júlio Plaza, Regina Vater, Antoni Muntadas, Roberto Micoli, Mário Cravo Neto, Rafael Assef e Misha Gorgin são alguns dos artistas da mostra “Arte-Antropologia: Representações e Estratégias”. A relação entre as duas disciplinas é o centro das pesquisas da curadora Helouise Costa, vice-diretora da entidade. Telas, esculturas e fotografias mostram como a arte abordou determinados momentos históricos e como os artistas lançaram mão de procedimentos da da antropologia para investigar e construir representações.
São 113 obras - nacionais e internacionais - quase todas do acervo do MAC, entre telas, papéis, esculturas e fotografias, sendo que 22 delas são parte da coleção do falido banqueiro Edemar Cid Ferreira.

“Arte e Ousadia - O Brasil na Coleção João Sattamini”, coletiva em cartaz no MASP paulista, reúne 100 pinturas, esculturas e objetos - em maioria geométrica-, tendência artística favorita do empresário e colecionador carioca João Leão Sattamini. Seu acervo, hoje cedido em regime de comodato ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, é o maior conjunto privado surgido no País a partir dos anos 50 - só perde em abrangência para as coleções de Gilberto Chateaubriand no Rio e para a coleção do casal Regina-Delcyr Antonio da Costa em Minas. Destacam-se no conjunto obras de Antonio Dias, dos construtivistas cariocas Lygia Clark e Hélio Oiticica, e Lothar Charoux. Finalmente, oito propostas do mineiro de Montes Claros, Raimundo Collares, infelizmente falecido precocemente. Até 7 de outubro.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br

03.09.2007