Paraty à mineira

Escultura de Leandro Gabriel (foto LG/PMP)

O Centro Histórico de Paraty abriga, desde sábado à noite, o 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea, reunindo o que há de mais conceituado da produção brasileira.
Entre os artistas selecionados e premiados pelos promotores da exposição, estão os belo-horizontinos Leandro Gabriel e Valdelice Neves, e os também mineiros Rodrigo Paiva de Alvarenga, que mora em Contagem, e Ana Lúcia Maia Durães, residente no Rio de Janeiro.
O júri foi composto pelos críticos de arte Carlos Roberto Maciel Levi (Rio de Janeiro), Fernando Bini (Paraná), Geraldo Edson de Andrade (Rio de Janeiro) e este crítico, premiando os seguintes artistas: Ana Lúcia Maia Durães (Rio de Janeiro), com pintura em técnica mista digital e impressão em plotter; Leandro Gabriel Coelho Pereira, que apresentou uma estrutura de uma tonelada, em ferro e resíduos industriais; e Marcelo Caldas, de Niterói (RJ), com objeto em papel vegetal e ferro, sugerindo arte cinética. Esses obtiveram prêmios aquisitivos em dinheiro, e suas propostas passam a integrar o acervo do órgão patrocinador: a Prefeitura de Paraty.
Por sua vez, Cláudio Siqueira Caropreso (São José dos Campos - SP), Carlos Roberto Ribeiro (Santo André - SP), George Rembrandt Gutlich (São José dos Campos _ SP), Gustavo Takase Gonçalves (Florianópolis), Luís Zolrraquino Delgado (Rio de Janeiro), Oswaldo Ferreira de Carvalho (Niterói _ RJ)), Rodrigo Paiva Alvarenga (Contagem - MG), Sandro Donattello Teixeira (Rio de Janeiro), Salazar de Figueiredo (Niterói) e Valdelice Neves (Belo Horizonte) obtiveram referência especial do júri. Ainda entre os selecionados, sem premiação, está Sandra Motta, de Belo Horizonte, com objetos pintados em aço oxidado e acrílica.
O 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Paraty passa a integrar o Calendário Cultural da cidade. O projeto visa, além de expor e premiar obras de qualidade da arte contemporânea brasileira, fomentar o encontro anual de artistas plásticos de todo o Brasil e revelar talentos _ objetivos atingidos logo nesta primeira edição.
A comissão julgadora sugeriu um prêmio a ser conferido a um artista local, já que a qualidade da produção artística de Paraty merece ser destacada. O Prêmio Djanira (homenagem à importante pintora, que morou na cidade durante a década de 60), também foi entregue durante a cerimônia de abertura do Salão, na Igreja de Santa Rita.
No gramado em frente, se agigantava a escultura de Leandro Gabriel, artista mineiro revelado no Resumo HOJE, promoção do HOJE EM DIA sob nossa curadoria.

Salão de Arte Contemporânea de Paraty _ Em diferentes locais do Centro Histórico de Paraty (RJ), como Igreja de Santa Rita, Pinacoteca da Prefeitura e Centro Cultural. Até 2 de maio.

Morgan da Motta
05.04.2004