Joias para Inimá de Paula

FOTO: DIVULGAÇÃO/TJ/GC

1 - Convite para o evento, sob o título “Tributo a Inimá - A Joia Como Objeto de Arte”

2 - Algumas das joias que estarão em display no Museu Inimá de Paula, com vernissage na próxima quarta

3 - Pintura assinada por Geraldo Casado,artista que tem como mote o índio brasileiro e seu habitat


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


O Museu Inimá de Paula, que comemora um ano de sua inauguração (o primeiro ano de funcionamento foi completado no último dia 28 de abril), abriga a partir de quarta-feira a coleção baseada nas obras de um dos mais conceituados pintores do modernismo no Brasil, o artista mineiro que dá nome ao valioso acervo em Belo Horizonte e tem lugar entre os maiores da arte brasileira do século XX: Inimá de Paula.

Considerado um dos mais autênticos e significativos intérpretes da sensibilidade tropical, pela sua índole lírica, além de elaborar uma pintura altamente elaborada e estruturada, o trabalho do artista mineiro Inimá de Paula resultou num trabalho de coleção coletiva.
As criações de designers são assinadas pela Trés Jolie Joias, a convite do Grupo Rejane Borja e Entourage e com edição final com assinatura de Lorena Gomes.
Foi através de toda riqueza de cores e detalhes que Lorena Gomes – premiada no concurso Anglogold Ashanti Auditions, na categoria artesanal - criou esta nova coleção da Trés Jolie, o Tributo a Inimá de Paula.
Com peças numeradas e tiragem limitada, com reprodução no máximo de três unidades, os trabalhos são verdadeiros objetos de colecionadores.
Após estudar a fundo as obras de Inimá de Paula, conhecer sua história e passar vários dias imersa no museu que leva seu nome, ela extraiu peças exclusivas e que refletem com fidelidades os traços do artista.
As peças são esculpidas em ouro branco e amarelo, com pedras preciosas, pedras brasileiras, pérolas e acabamentos especiais.
Por outro lado, visando antes de tudo retratar a diversidade da obra de Inimá, a Très Jolie utilizou gemas com lapidações diferenciadas e novos tipos de acabamentos e textura.
O resultado final é a produção de joias com riqueza de detalhes como as propostas do artista.
As principais pedras usadas foram lápis-lazúli, ágata azul, citrino, coral vermelho, granada, peridoto, esmeralda, turmalina verde, cristal negro, quartzo fumê, ônix e pérola rosa.
Além disso, a coleção foi inspirada nas seguintes temáticas: “Natureza Morta”, “Abstrato”, “Paisagens Urbanas”, “Paisagem Rural” e “Auto Retrato”.
Sobre o evento, sob o título “Tributo a Inimá - A Joia Como Objeto de Arte”, escrevemos o seguinte texto: “Conhecido pelo uso criativo de cores e formas, o artista mineiro Inimá de Paula foi uma das figuras centrais do modernismo brasileiro”.
“Agora, o Grupo Rejane Borja Entourage, influenciado pelas propostas do artista, através de um conjunto de joias, cria novas imagens e novos suportes”.
“Há quem não separe o homem (leia-se o artista) da obra de arte. Assim é o enunciado de vários tratados. No entanto, se esta é uma regra, exceções podem ocorrer”.
“Enfim, a fusão entre homem, obra e vida é válida ou plausível, se prefere”.
“No momento em que o Museu Inimá de Paula completa o primeiro aniversário de sua fundação, a transposição das telas em objetos de arte resulta num conjunto de alto nível à altura do mestre”.
“Na verdade, a ausência do suporte valoriza as imagens e o poder de síntese das designers produz novos ângulos, ou seja; dos movimentos desconexos às modulações rítmicas similares ao compasso de nossos batimentos”.

Geraldo casado mostra sua arte

Mudando de assunto, a professora de direito e colecionadora Alciléa Teixeira Lima apresenta, no seu ateliê-residência, no sábado dia 9 deste mês de maio, o que há de mais recente do pintor Geraldo Casado.
Nascido em Recife é pintor profissional desde os 16 anos, Casado é um artista de primeiro time.
Do seu currículo constam vários prêmios em mostras de arte contemporânea e exposições realizadas no Brasil e internacionais.
Alguns exemplos: “Tribos do Mundo”, em Verona, na Itália, e a coletiva “Brazil American Culture”, em Washington, nos Estados Unidos, entre outras realizações.
O índio e o seu entorno corresponde à sua temática principal.
A propósito, Alciléa teve como contato com o artista sua participação em Porto Seguro, quando dos 500 anos da descoberta do Brasil.
Atualmente, Geraldo casado vive e trabalha em Porto Seguro, onde atua também como restaurador, tendo realizado todo o restauro de uma das mais históricas igrejas daquela região.
O vernissage vai ser de 17 às 22 horas, na Rua Monte Alegre, 444 conjunto 102, na Serra. Abertura apenas para convidados.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


04.05.2009