Inspiração ecológica


DESTAQUES: “Patrick Fumando” (1), escultura (2) de Leandro Gabriel. e “Relevo Vermelho” (3), de Carlos Galvão




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Paralelamente ao lançamento do Programa Responsabilidade Ambiental da Câmara Municipal de Belo Horizonte, será inaugurada, às 10 horas de amanhã, no Palácio Francisco Bicalho da Câmara, individual de esculturas de Leandro Gabriel, como parte integrante do programa do Dia Mundial do Meio Ambiente.
O artista, revelado através de edições do Resumo HOJE e da mostra itinerante “Tridimensional na Arte Contemporânea”, tem sido convidado para tudo aquilo relacionado com o meio ambiente. Suas propostas elaboradas a partir de resíduos industriais são sempre solicitadas, considerando que ele trafega pela tendência arte & ecologia versus meio ambiente.
Outra exposição, sob o título “Descrições de Samir Lucas”, traz o que há de mais recente do artista, pinturas sobre o retrato. Lucas propõe série sobre o retrato a partir de uma visão distanciada dos modelos. Para alcançar esse distanciamento, utiliza a fotografia como espécie de filtro. Afinal, suas pinturas são feitas a partir da observação de fotografias. Meta principal: uma pesquisa que explora a figuração e a contaminação da pintura pela linguagem fotográfica; visa antes de tudo, focalizar seu olhar na figura humana.
Graduado pela Escolas de Belas Artes da UFMG, em pintura e desenho, foi um dos sete selecionados pelo “Mostras BDMG 2007”. A propósito, a crítica de arte Celma de Faria Alvim, que integra a banca avaliadora do Mostras BDFMG, destacou a importância do programa que «ao mesmo tempo descobre novos talentos e reverenda a velha guarda”.
Outros destaques são relevos e esculturas do notável Carlos Galvão, com influências do concreto e do neo-concreto. Seus trabalhos estão na Galeria Murilo de Castro.
Galvão reside em Friburgo, Rio e Janeiro, tendo iniciado suas atividades em 1966. Ele levou suas propostas a diversas galerias e mostras contemporâneas na França, Estados Unidos, Inglaterra, Líbano, Portugal e países da América do Sul e da África. Além disso, do seu currículo constam as bienais de São Paulo de 1967, 1972, 1973 e 1975.
As esculturas são elaboradas em madeira e pintadas, algo só criado e ousado como fez um Franz Weissmann. As construções saltam aos olhos, corroboradas com as pinturas acrílicas sobre madeira, na sua maioria.
Leonel Kaz, o crítico, sintetiza muito bem o artista e sua obra: “Galvão é assim. Ele consegue, ao mesmo tempo, produzir obras e produzir amigos”.


“1/2 Ambiente” -
De Leandro Gabriel. Vernissage amanhã, às 10 horas, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. De segunda a sexta, no Espaço de Convivência Palácio Francisco Bicalho (Avenida dos Andradas, 3100). Até 2 de julho.
“Descrições de Samir Lucas” - A partir de amanhã, na Galeria do BDMG Cultural (Rua da Bahia, 1600, Lourdes). De segunda a sexta-feira, de 10 às 18 horas. Até 29 de junho.
“Relevos e Esculturas” - De Carlos Galvão. Na Galeria Murilo Castro (Rua Benvinda de Carvalho, 60, Santo Antônio). De 10 às 18 horas, de segunda a sexta, e aos sábados, de 10 às 13 horas. Até 22 de junho.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


04.06.2007