Festa da arte

A Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) premia, a partir de 19 horas de hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (SP), artistas, críticos, historiadores, museus e fundações premiados na edição 2002. Os escolhidos serão agraciados com troféus especialmente criados pelo escultor grego naturalizado brasileiro Nicolas Vlavianos.
Lisbeth Rebollo Gonçalves, presidenta da ABCA, diz que a prática de premiar artistas e personalidades que se destacam a cada ano, no cenário da arte brasileira, nasceu em 1971, embora fosse pensada desde o início da década de 60, de acordo com atas da entidade.
Em 1978, foram criados os Prêmios Gonzaga Duque e Mário Pedrosa e, no final dos anos 80, surgiram os prêmios Sérgio Milliet e Ciccilo Matarazzo Sobrinho. Em 2000, foram instituídas quatro novas modalidade de premiação, permitindo criar um espaço para pôr em destaque artistas contemporâneos consagrados, personalidades e instituições que animam a cena das artes plásticas, na cultura brasileira, em diferentes ações como curadoria e pesquisa, direção de espaços culturais, prática da crítica de arte, e a edição de livros de arte.
Entre outros premiados nesta edição, Jorge Coli, crítico de arte e professor, conquistou o Prêmio Gonzaga Duque, pela atuação como crítico filiado à ABCA. O também professor e crítico de arte mineiro Pierre Santos, o segundo mais votado dentre os cinco nominados, foi indicado para receber Menção Honrosa Especial pela sua trajetória de professor, escritor e crítico de arte há mais de 40 anos. O Prêmio Mário Pedrosa (atuação de artista contemporâneo) foi conquistado por Waltércio Caldas. A professora e crítica de arte Ruth Tarasantch recebe o Prêmio Sérgio Milliet, pela pesquisa no livro “Pintores Paisagistas - 1890-1920". Quanto ao Prêmio Ciccilo Matarazzo Sobrinho, à personalidade atuante na área, foi atribuído a Ítalo Campfiorito, arquiteto e urbanista.
Além do mineiro Pierre Santos, menções honrosas especiais foram concedidas também à Casa de Cultura de Joinville, de Santa Catarina; ao Centro Cultural Banco do Brasil, de Brasília, e à Fundação Inimá de Paula, pelo livro-catálogo da obra do artista.
O Troféu ABCA foi especialmente criado pelo artista Nicolas Vlavianos. A escultura foi pensada a partir de pesquisa que enfatiza a dinâmica e o profundo conhecimento do material, utilizado de maneira quase artesanal, embasado em firmes e essenciais fundamentos estéticos.
Grego de nascimento, Vlavianos adotou o Brasil como sua pátria. Em 1961, fixa-se em São Paulo, onde chega como integrante da delegação grega na VI Bienal de São Paulo.
Seu aprendizado é feito em Paris, com Zdkine e Lazslo Szaboo. Em seus mais de 40 anos como escultor, contabiliza inúmeras exposições no Brasil e no exterior, a última dessas, de caráter retrospectivo, realizada no Museu de Arte Brasileira (FAAP) de São Paulo.
Ele possui obras em diversos espaços públicos e privados, em várias cidades brasileiras e no exterior.

Morgan da Motta
28.04.2003