Prêmios e Pincéis

Esculturas: Troféu de Nicolas Vlavianos, especialmente criado para o Prêmio da ABCA, e chapa de ferro pintada com tinta automotiva por Tomie Ohtake, destaque da retrospectiva em Ipatinga (FOTOS DIVULGAÇÃO)

A Associação Brasileira de Críticos de Arte (Abca, que integra a Associação Internacional de Críticos de Arte, Aica, órgão da Unesco), como faz todos os anos, realizou mais uma edição do seu tradicional prêmio, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. O programa reuniu artistas, professores, críticos e historiadores de diferentes gerações.
O Prêmio Gonzaga Duque, atribuído a associado pela atuação ou publicação de livro, coube a Enock Sacramento, mineiro de Montes Claros, radicado em São Paulo, há mais de três décadas.
Por sua vez, Adalice de Araújo, decana da crítica de arte no Paraná, conquistou o Prêmio Mário de Andrade, por sua trajetória.
O Prêmio Sérgio Milliet, dedicado a pesquisas e trabalhos publicados, foi conquistado pelo crítico de arte e professor Percival Tirapeli, de São Paulo, pelo livro “Igrejas Paulistas Barroco e Rococó", publicado pela Editora Unesp-Imprensa Oficial de São Paulo.
O Prêmio Ciccilo Matarazzo, personalidade atuante no meio artístico, foi para Ariano Suassuna. Francisco Brennand obteve o Prêmio Artista, por sua trajetória. Os dois últimos são pernambucanos.
O Prêmio Maria Eugênia Franco, à Curadoria de Exposição, foi atribuído à crítica Maria Alice Milliet, pela exposição “Subversão dos Meios", realizada no Centro Cultural Itaú, de São Paulo.
Finalmente, os prêmios Antônio Bento e Paulo Mendes de Almeida foram conferidos ao Caderno 2 do Jornal Estado de São Paulo, pela atividade de seus jornalistas na área das artes visuais, e à Exposição Arte da África, realizada no CCBB-RJ.
O Prêmio Rodrigo de Mello Franco Andrade coube ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, pelos 40 anos de atividades no cenário da cultura brasileira e pelo conjunto de exposições e atividades realizadas no decorrer de 2003.
Modificações no formato das premiações aconteceram ao longo desses 30 anos. O novo perfil da premiação agora compõe-se de oito categorias, todas nominadas por críticos e historiadores com importante contribuição às artes plásticas no Brasil. Além disso, referências especiais e homenagens especiais passam a ser atribuídas a personalidades e instituições.
Anteriormente foram premiados com o “Gonzaga Duque" este repórter, o mineiro radicado em São Paulo Olívio Tavares de Araújo, além do outro mineiro já citado, Enock Sacramento.
Quanto ao destaque especificamente regional da semana, vale conferir a mostra de Tomie Ohtake, em cartaz na galeria Hideo Kobayashi do Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga (MG).
Paralelamente à exposição, foi lançado catálogo que traça panorama da carreira da artista plástica nascida em Kyoto, no Japão, e naturalizada brasileira.
Além do catálogo, lá estão expostas 15 pinturas, 12 gravuras e duas esculturas, que abrangem o período de 1956 a 2003.
Trata-se de um panorama dos mais abrangentes desta conceituada artista e, ao mesmo tempo, de popularidade incomuns no Brasil e no mundo.
Enfim, Minas Gerais nunca recebeu exposição tão representativa de Tomie Ohtake como esta de Ipatinga, com curadoria do Instituto Tomie Ohtake.

Tomie Ohtake _ No Centro Cultural de Ipatinga. De segunda a sábado, de 10 às 22 horas, e aos dos domingos, de 12 às 20 horas. Até 4 de julho.


Morgan da Motta
17.05.2004