Mostras vão da pintura à arte com cadeiras



Tipos caracterizados na pintura de Cecília Silveira (1) e objeto de Marcília Mourão na mostra que tem as cadeiras (2) como destaque


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


A junção das individuais de Ronaldo Garcia e Cecília Silveira resulta na dupla mostra dos dois jovens artistas no BDMG. Ambos trafegam pela arte contemporânea e propõem uma reflexão a partir do pressuposto de que “tudo já foi feito e visto”. Assim, como quem pronuncia uma palavra repetidas vezes produz ressonâncias, dissonâncias e transbordamento de sentidos, a aproximação de traços incongruentes e a justaposição de códigos nas imagens apresentadas por Garcia e Cecília buscam extrair analogias, criando uma unidade compensatória e leituras não tradicionais.

Ronaldo Garcia é graduado em Artes Plásticas pela Escola Guignard. Em 2006, participou do projeto “Pintura além da Pintura”, promovido pelo Centro de Experimentação e Informação em Arte (Ceia). Ele é co-fundador do Ateliê Mamacadela.
Cecília é graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard - Uemg e Pós-Graduada em Pesquisa e Ensino no Campo da Arte, Educação e Cultura. Do currículo constam várias individuais em São Paulo, Brasília e Curitiba.
A galeria do BDMG Cultural fica na Rua da Bahia, 1600. Visitas até o dia 28, de segunda a sexta, de 9 às 18 horas.
No Pic-Cidade, artistas-alunos do Grupo Maison abordam o objeto-cadeira nos mais variados suportes, englobando arte contemporânea e arte moderna com variantes até certo ponto primitivistas e modernosas. São cadeiras de todos os tipos e para todos os gostos.
Da ficha técnica constam, entre outros, Andreza Nazareth, Celeste Sardenberg, Clara Lima, Elaine Tassini, Flávia Taglialegna, Letícia Soares, Mara Martins, Marcília Mourão, Ofélia Torres, Silvia Santiago, Thelma Quevedo, Vera Grossi e Zilma Munhoz.
“Tronos de Arte Contemporâneos” pode ser visitada de segunda a sábado, no Pic-Cidade, à Rua Cláudio Manoel, 1185, Funcionários, e fica em cartaz até o dia 30.
E depois da monumental mostra de Amílcar de Castro nas praças da Liberdade e Parque J.K., além de mostras importadas, principalmente de São Paulo, Paulo Laender é o segundo artista plástico mineiro a ser prestigiado pela Casa Fiat. Antes tarde que nunca...
As propostas recentes de Laender na Casa Fiat (Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250, Belvedere) podem ser visitadas até o dia 16, de terça a sexta, de 10 às 21 horas, e aos sábados e domingos, de 14 às 21 horas.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


06.11.2008