Volta em grande estilo


FOTOS: DIVULGAÇÃO

Pinturas abstratas da safra recente de Saul Vilela, que volta às galerias em grande estilo: acervo será exibido em galerias de Londres e Atenas e interior de casa restaurada na França



Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Saul Vilela, dublê de arquiteto, pintor e até restaurador de construções antigas, com sua mais recente individual a ser inaugurarada em Londres (janeiro) e em Atenas (setembro), volta depois de suas restuarações em nível de construções antigas como a Residência Aldon, do Patrimônio Histórico Francês, mini-edifício em Londres e antiga fábrica nos Estados Unidos, no estado do Arizona.

Por sua vez, no mês de março aqui em Belo Horizonte, depois de intensas reformas e restaurações ele entregou o Museu Fundação Inimá de Paula (antigos cine-Guaraní e Clube Belo Horizonte) inteiramente transformado por dentro e por fora restituído sem interferir em nada na parte externa, enfim, como recomenda o Patrimôniio Histórico nos países mais densevolvidos do Mundo.
Há algumas semanas passadas tivemos oportunidade de ver em primeia mão o total de 15 quadros, sendo dez em nível de grandes formatos ou quase monumentais.
Os primeiros são da safra atual visando as exposições do eixo Londres-Atenas. Quanto aos cinco menores, são datadosde 2004 e 2005.
Daí, para aqueles que têm planos de circular por Londres no mês de janeiro, recomendamos uma visita a Silvia Naya Gallery em Notting Hill, 109 Westbourne Grove, Baywater, London W2 4Uw, United Kingdom.
Saul Vilela tem como qualidade principal a noção de espaço versus visualidade, o que não é de se estranhar em se tratando de arquiteto que trafega pelas artes visuais e arquitetura contemporâneas.Suas acrílicas sobre telas criadas - fases antigas - entre 2004 e 2005, e as mais recentes, elaboradas entre abril e novembro deste ano, dialogam num desdobrar coerente, num conjunto muito bem equilibrado.
Vale destacar em seus abstratossituações ora geométricas ora lineares, fazendo “pendant” com transparências e abstrações, dispostas de maneira criativa nas obras no geral.
Enfim, caracteriza-se pela evolução e não a reinvenção.
E, alem disso, dá sequência de maneira coerrente quando ele arranja-rearranja pequenas e muitas vêzes coloridas formas geométricas.



(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


08.12.2008