O novo e o clássico das cores


FOTOS: DIVULGAÇÃO/ITO/LG

1 - Um dos trabalhos de Josef Albersem mostra na capital paulista: estudo premiado das cores

2 - Um dos trabalhos de Letícia Guimarães: promessa nomundo das artes visuais mineiras

3 - Outro trabalho de Letícia: “acrilica sobre madeira e chassis, pairando nos limites do abstrato e do geométrico”




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

O que seria uma reunião de confraternização pela entrada do ano 2009, na residência-ateliê do escultor Paulo Coelho, resultou no batismo da mais nova pintora contemporânea das Minas Gerais, Letícia Guimarães.

Filha do escultor Paulo Coelho, casada com o conceituado advogado Geraldo Spagno Guimarães, suas pinturas de porte grande, monumentais e quase-painéis que há apenas uns três anos embelezam salas de casas e escritórios com harmonia e bom gosto, provocaram o batismo de fogo da artista.
Na ocasião, ficamos sabendo que através de decoradores ela ja participou de uma coletiva na Holanda, sendo que aqui em Belo Horizonte tem sido a opção em termos de decorações para ambientes amplos, desde halll de edificios, amplos livings e até escritórios de multinacionais. O que seria um encontro de confraternização serviu e ofereceu a oportunidade de colocar Letícia com críticos, curadores e marchands. No momento, ela está estudando várias propostas de galeristas, sendo que no segundo semestre vai acontecer sua primeira individual fora das iniciativas das decoradoras. São, na sua maioria, acrilicas sobre madeira e chassis, pairando nos limites do abstrato e do geométrico.
Enquanto a priimeira individual de Letícia não acontece, vai ai seu e-maill: “cpog@ig.com.br”, pelo qual pode-se obter sua home page a fim de apreciar suas megapinturas ou quase painéis.
Mudando de assunto, o calendário belo-horizontino continua morno até o início de março. Daí, para aqueles que vão a São Paulo nos próximos dias, recomendamos a exposição de Josef Albers, que fica em cartaz até o dia 10 de março no Instituto Tomie Ohtake. Só o trabalho de Albers como professor de Bauhaus, juntamente com Walter Gropius, Wassily Kandisnky, Paul Klee e Moholy Nagy, seria suficiente para que ele se consagrasse como um dos mais importantes educadores do século XX. Até porque ele se aprofundou nesse caminho quando mais tarde, abandonando a Alemanha nazista, já nos Estados Unidos, liderou a célebre Black Mountain College, uma instituição multidisciplinar da Corolina do Norte, onde foram professores e alunos Merce Gunningham, Joh Cage, Buckminster Fuller, Robert Rauschanberg, o papa maior da pop art norte americana, e Eva Hesse.
No entanto, a obra dele é maior do que isso: seu trabalho artístico colocou o estudo da cor e das relações entre elas num outro patamar. Especialmente com a série “Homenagem ao Quadrado”, sua proposta mais conhecida e à qual se dedicou obsessivamente de 1950 até o final de sua vida, em 1976.
Fazendo uso de uma mesma estrutura compositiva simples, Albers levou ao extremo seu objetivo de estudar a natureza da percepção da cor, sua autonomia, sua capacidade de criar luminosidades enigmáticas, derivadas do jogo sutil resultante do constraste entre eles.
Com relação ao prêmio Tomie Ohtake/Energias na Arte, as inscrições vão até o dia 15 de março e podem ser feitas pelo correio ou na própria sede do Instituto Tomie Ohtake. Informações completas e o regulamento no site “www.institutotomieohtake.org.br”.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


09.02.2009