VISUAIS

Sidnei Tendler Pinturas recentes X Magnelli no Mac da Usp em Sampa



FOTOS: DIVULGAÇÃO

1 - Pintura de Alberto Magnelli que ilustra catálogo

2 - Pintura de Sidnei Tendler


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


Sob o título "Marte em Minas- Dez pinturas de Sidnei Tendler", a Galeria Beatriz Abi-acl (leia-se ex-Agnus Dei), apresenta de 10 de agosto até o dia 28, o que há de mais recente de toda produção do Sidney, sob curadoria do arquiteto e colecionador Paulo Pontes. A individual, composta por dez propostas em acrílica sobre tela, nas dimensões de 0,90 x 0,90 metros, deixa transparecer o processo – as camadas de tinta, a trama do tecido e, generosas massas de cor construídas a espátula e pincel, segundo o curador, sobrepostas opacas e transparentes como ignotos mapas de outros mundos franqueados apenas à fantasias. Por sua vez, a dublê e artista e galerista Beatriz lembra que conheceu Sidnei através do projeto "365 Um Diário Visual" realizado em 2002, e se entusiasmou com a coragem, a disponibilidade e a dedicação dele em desenvolver o projeto, que consistiu em pintar uma aquarela por dia e uma tela por mês, ao longo de um ano, tendo como inspiração paisagens, cidades e sentimentos, que foram transformados em traços e cores, como o próprio artista afirmou na ocasião.

- Fica em cartaz até o dia 28 de agosto, à Rua Santa Catarina, 1155, com visitas das 10 às 19 horas das segundas as sextas, sendo aos sábados das 10 às 13 horas.

Alberto Magnelli no Mac Ibirapuera

As vésperas da inauguração da nova sede, prevista para dezembro no antigo prédio do Detran, bem em frente ao Pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo, O MAC dedica mostra retrospectiva ao modernista italiano Alberto Magnelli (1888-1971) em sua sede no Pavilhão da Bienal.Composta de 64 telas pintadas entre 1912 e 1969, revisita as fases bem ecléticas da produção do pintor.Segundo texto no catálogo da ex-diretora do Mac Usp, Lisbeth Rebollo Gonçalves, ele teve grande importância para o cenário da cidade ao auxiliar Ciccilo Matarazzo (1898-1977) a formar o primeiro grande acervo de arte moderno no país. Dessa forma o empresário adquiriu obras primas de Picasso, Matisse, Miro e entre os grandes artistas que alicerçaram a atual coleção do Museu. A propósito, a curadoria é Daniel Abadie, curador da coleção Magnelli. Fica em cartaz até o dia 12 de setembro, com visitas de terça a domingo, das 10 às 18 horas, no terceiro andar – via rampa – do Pavilhão da Bienal de Sampa. Mudando de assunto, para aqueles que irão no período em São Paulo, alem de Magnelli recomendamos visitas às mostras: Arte às avessas, de Vik Muniz, Guignard e o Oriente, China, Japão e Minas, com curadoria de Paulo Herkenhoff e curadoria adjunta de Priscila Freire que os paulistas citam sempre como Priscila Cunha não sei porque??? No Instituto Tomie Ohtake e Keith Haring, ícone da cultura pop nova-iorquina e grande inspiração para os grafiteiros ditos contemporâneos, na Galeria Vitrine da Caixa Cultural, na Avenida Paulista. Voilá...


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


12.08.2010