Alexandre Mascarenhas expõe no Bonfim


FOTOS: DIVULGAÇÃO

Objeto com pinhole (1), mini objeto (2), foto do convite (3), fusão de símbolos e religiões (4), de Alexandre Mascarenhas



Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Inaugurado dia 8 de fevereiro de 1897, o Cemitério do Bonfim pode ser considerado um museu a céu aberto, devido às várias obras de arte presentes no local. A exemplo do que acontece com os cemitérios Père-Lachaise, em Paris, o Recoleta, em Buenos Aires, e o São João Batista, no Rio de Janeiro, o Bonfim deve ser admirado como parque, local de de lazer e cultura, para além de sua atividade primeira. Fotografias e Caixas de Luz convidam para um novo olhar sobre este espaço da cidade. Como parte da programação dos 109 anos da cidade de Belo Horizonte, o Cemitério Nosso Senhor do Bonfim recebe, de 19h30 às 22h30, a exposição “In Memoriam”, do art photographer Alexandre Mascarenhas. A data e o local não foram escolhidos à toa: hoje é dia do aniversário da cidade, e o objetivo do artista é destacar a beleza e a importância do Bonfim, promovendo uma experiência que une a arte e faz um convite às pessoas para que desenvolvam um novo olhar sobre o Cemitério, que pertence à Fundação Parques Municipais. “A perfomance em instalação In Memorian é composta de caixas ojetos de luz feitas a a partir de negativos fotográficos em vidro, de pessoas do século XIX. Enfim, as caixas são fragmentos encapsulados que convidam ao espector a olhar para dentro da minha memória, além de permitir invadir não somente o pensamento como também a vida de outras pessoas” -, destaca Alexandre Mascarenhas, um admirador do Cemitério do Bonfim. A mostra é espécie de preview de “Paralelos”, exposição composta, além da série “In Memorian”, das séries “Universos Periféricos” e “Retratos”, que poderão ser vistas a partir de amanhã e até o dia 23, no Espaço Cultural Alphorria. Alexandre Mascarenhas nasceu em 1969, em Belo Horizonte; vive e trabalha no Rio de Janeiro. Arquiteto e Mestre Artífice, com especialização em conservação de ornatos pelo Centro Europeu de Veneza, trabalha em diferentes projetos de recuperação de patrimônios e faz parte do grupo de fotografia contremporânea do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Ele está em Paris, participando de série de encontros no âmbito da fotografia e restauro de negativos antigos, pelo programa Maison de Cultures, promovido pelo Ministério da Cultura da França.

“ Paralelos” - De Alexandre Mascarenhas. Vernissage hoje, de 19h30 às 22h30, na Capela Principal do Cemitério do Bonfim. A partir de amanhã, no Espaço Cultural Alphorria (Rua Platina 271, Prado)


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


12.12.2006