Cores várias


FOTOS:DIVULGAÇÃO-LC/IRENA DOS ANJOS/
MINAS CONTEMPORÂNEA/DIVULGAÇÃO-AC


PINTURA (1) de Luiz Chaves; desenho (2) de João Maciel; Senna (3), da série super-heróis, de Marcos Lima, e exemplo da fase recente (4) de Amarilis Chaves




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Amarilis Chaves retorna com suas telas através de técnicas variadas, na individual a ser inaugurada amanhã, no PIC-Cidade. Mineira de Belo Horizonte, graduada pela Universidade Mineira de Arte e Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, onde lecionou Desenho e Pintura, ela apresenta o que há de mais recente de sua produção depois de Bolsa de Estudos do governo da Espanha, onde desenvolveu estudos e técnicas de Restauro, no Instituto de Conservação e Restauro de Madri.
A presente mostra tem como mote as montanhas, as marinhas e às vezes o traço certo e a forma pura (leia-se imagens diluídas, quase abstrações) de figuras humanas quase que desfocadas pelo processo fade in - fade out.
Trata-se, sem dúvida, de boa oportunidade para checar fases recentes, ou seja, depois de estudos e exposições na Espanha e em Portugal.
Outra exposição, quinta, traz João Maciel à Quadrum Galeria de Arte. Atualmente trafegando pelo desenho, ele oferece imagens que têm em comum a presença de figuras em inter-relação. “Observo as pessoas e seus comportamentos, meu comportamento, as variadas sensações que temos e os modos como essas sensações nos fazem agir, ser e estar na vida” - registra o artista.
Além das figuras, João Maciel propõe palavras e frases que, por vezes, têm seu sentido claro, definido, em outros momentos. Enfim, há construções onde tudo é bastante misturado, e outras em que tudo é mais sóbrio, em relação direta com todo tipo de idéias sobre as mais variadas formas de diferenças e oposições do existir - cheio e vazio, yin-yang, branco-preto...
Marcos Lima, depois de estágios e coletivas na Espanha, continua em cartaz na Minas Contemporânea Gabinete de Arte (Espaço Celma Alvim). Em suas acrílicas sobre lonas, ele privilegia figuras humanas, verdadeiros retratos hiper-realistas e, na condição de adepto da arte de signos e grafismos, persegue as mais variadas situações ou temas.
Por sua vez, Luiz Chaves, o tapeceiro e pintor, em vez de optar por uma mostra retrospectiva dos seus 40 anos de trajetória, decidiu apresentar vinte cinco obras inéditas. A propósito, tapeçarias, nos últimos cinco anos, somente por encomenda. Os elementos de fases anteriores ganham novos formatos nas pinturas mais recentes, valorizadas pela cor - colorista de mão cheia que ele é. São cavalhadas, pássaros e flores que adornam seios desnudos, remetendo o espectador ao mundo onírico, quase angelical.



Amarilis Chaves -
Vernissage amanhã, de 21 às 23 horas, na Rua Cláudio Manoel, 1185. Visitas diariamente, de 9 às 23 horas. Até o dia 30.
João Maciel - Quinta-feira, de 19 às 22 horas, na Galeria Quadrum (Avenida Prudente de Morais, 78, Cidade Jardim). Visitas de segunda a sexta, de 12 às 19 horas.
Marcos Lima - Na Minas Contemporânea Gabinete de Arte (Espaço Celma Alvim, Rua Alagoas, 989, Loja 13, Savassi). Visitas de 10 às 19 horas, de segunda a sexta, e aos sábados, de 10 às 13 horas. Até o dia 31.
Luiz Chaves - Na Agnus Dei Galeria de Arte (Rua Santa Catarina, 1155, Lourdes). Visitas de segunda a sexta, de 9 às 18 horas, e aos sábados, de 9 às 13 horas.



(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


13.08.2007