SP Arte 2010
Nos limites da realidade & fantasia





FOTOS: DIVULGAÇÃO


1 - Detalhe de trabalho de Lucas Simões, que esteve exposto na recém-encerrada Feira

2 a 4 - A Lemos de Sá homenageou os 90 anos de nascimento do mineiro Amilcar de Castro


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


A sexta edição da Feira Internacional de Arte que reuniu 80 expositores – leia-se, marchands, marchandises e até especuladores do mercado... - e 2.500 obras ou propostas se preferem, chegou ao seu final no Pavilhão da Binenal Internacional de São Paulo, no Parque Ibirapuera. Agora é chegada a hora e a vez de se fazer um balanço em termos do que funcionou de positivo e negativo pairando nos limites da realidade e da fantasia. Inspirada nas feiras internacionais de arte como Art Basel, na Suiça, Frieze, na Inglaterra, Arco na Espanha e Fiac, na França, a SP Arte trouxe para a cidade de São Paulo, importantes galerias de arte do Brasil, do Uruguai, México, Espanha e ate da França Inglaterra e dos Estados Unidos. Considerando que a maioria das acima citadas está em rota de total ou quase completa decadência, podemos comparar a última edição, como o foi a Feira de Arte de Nova Iorque, no Jacob Javits Center de New York City, no final dos anos 70 e início dos anos 80. Enfim, em ebulição e porque não até um tanto o quanto acelerada, em função de uma ala de investidores que forçaram turbinar e especular.

Encerrada há mais de uma semana Fernanda Feitosa, diretora do evento, acredita que bateram o recorde dos R$15milhões, faturamento total do ano passado. Fala-se em aumento de 20 a 30% , sendo que não foram vendidas as obras mais caras, como “Puerto Metafísico” de Joaquim Torres Garcia, avaliada em mais de 3 milhões de U.S. Dólares. Bem como “Tamba-Tajá” de Maria Martins, aproximadamente cotada em 2 milhões de dólares.Segundo Miss Feitosa, “a venda de contemporâneos puxou a alta dos negócios.São valores menores, mas o volume foi maior”.Entre galerias tradicionais e novas e novíssimas, os contemporâneos dominaram a cena, sendo que a Galeria Lemos de Sá de Belo Horizonte de Beatriz Lemos de Sá que homenageou os 90 anos de nascimento do escultor mineiro Amílcar de Castro, foi muito bem sucedida, ao contrário da Celma de Albuquerque, também de B.H. Que ao contrário dos anos anteriores optou em levar propostas de Waltércio Caldas, em vez dos artistas exclusivos e do elenco da galeria.Resultado, considerando que Waltercio Caldas estava lá representado por galerias dos States e da Europa, apesar de localizada num dos locais mais visíveis da SP Arte, com o perdão da palavra: deu com os burros n'água.Que sirva de alerta na próxima e volte a exibir conceituados nomes de arte contemporânea mineira e, por extensão brasileira do seu acervo.

Enfim, galerias tradicionais como Dan Galeria, Luisa Strina, Baró Galeria, Monica Filgueiras, Ricardo Camargo, Márcia Barropzo do Amaral, Pinakotheke Cuoltural, Anita Sschwartz, Casa Triangulo, Gabinete de Arte Raquel Arnaud, bem como Almeida & Dale, Instituto Moreira Salles, Arte em Dobra e Ema Thomas, ao lado de Sur do Uruguai, Jean Boghici do Rio e de Paris, Gentil Carioca, entre outros conseguiram fazer muito mais negócios do que as badaladas e estreladas, como exemplos, Vermelho, Nara Roesler, Fortes Vilaça e Thomas Cohn.Nas do exteriores, para surpresa geral destacaram-se Sur do Uruguai, Stephenm Friedman da Inglaterra, GC Studio da Argentina, Sycomore da França e La Caja Negra da Espanha.Na foto aspecto do módulo da Galeria Lemos de Sá qiue celebrou e comemorou os 90 anos de Amilcar de Castro wque da mesma forma que seu mestre Franz Weissmann continuam sendo os maiores ícones em termos de esculturas modernas e contemporâneas brasileira.Por fim, a Fernanda por ser mulher do atual presidente da Bienal de São Paulo, Heitor Martins, teve de assinar termos de ajustamento ou sei lá o que mais, provou mais uma vez ela corresponde a um plus em termos da próxima bienal de sampa.Depois de curadores incompetentes e os dois últimos presidentes não precisar dizer nada além do que lembrar que o penúltimo, o Edemar, aquele do Banco dos Santos esteve até preso em Penitenciaria do interior paulistas por suas falcatruas nio Banco de Santos e da Bienal.Como se vê, somada a credibilidade do Heitor Martins com a super-eficiente mulher Fernanda Feitosa, são os únicos capazes de “endireitar” a falida e ultra desmoralizada Bienal Internacional de São Paulo.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


15.05.2010