Paisagem incompleta amanhã na Grande Galeria do Palácio das Artes





FOTOS: DIVULGAÇÃO/PALÁCIO DAS ARTES


1 - Video instalação "Sin" de Cao Guimarães

2 - Instalação de Arthur Lescher

3 - Edith Derdyk e Sandra Cinto




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


A Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes abriga a partir de amanhã (sexta-feira) mostra coletiva das mais instigantes: Paisagem Incompleta, sob a curadoria do italiano Jacopo Crivelli Visconti Rarefeitas, fragmentadas ou apenas aludidas, as paisagens que compõem a mostra são, nesse sentido, incompletas. Daí, cabe à imaginação do visitante completá-las, e descobrir montanhas, florestas, rios e lagos escondidos em formas que, na maioria das vezes beiram a abstração. Visa antes de tudo, estimular a imaginação do público no Palácio das Artes.

São cerca de 50 propostas (leia-se vídeos, esculturas, instalações, fotografias e até pinturas). De artistas nacionais, como Felipe Cohen que explora a tensão e o equilíbrio e José Damasceno, que aposta na criação de objetos e instalações nos limites das esculturas, por meio de materiais como madeira, concreto e alumínio, recorrente a uma poética que envolve profundidade, superfície, solidez e gravidade. A carioca Lúcia Laguna, que tem a “paisagem” como temática principal de seus quadros, é conhecida pelo rigor da abstração informal, utilizando-se de listras, retângulos e demais elementos geométricos para compor suas pinturas.

Quem também apresenta o seu trabalho em Paisagem Incompleta é mineira Rivane Neuenschwader, que tem sua obra instalada numa pequena casa de fazenda de 1874, a mais antiga construção remanescente da propriedade rural que deu oritem ao Inhotim, em Brumadinho. Há ainda obras do cineasta mineiro Cao Guimarães, que dispensa apresentação, que desde o final dos anos 80 exibe seus trabalhos em diferentes museus e galerias como Tate Modern (Londres), Guggenheim Museu e MOMA, de Nova Iorque, Frankfutrten Kunstverein (Alemanha) e Studio Guenzano, na Itália. Por sua vez também revela obras de artistas internacionais, como da alemã Eleonora Koch, radicada no Brasil em 1936 e considerada a única discípula de Alfredo Volpi, cuja pintura ainda é pouco conhecida no Brasil. Também em “display” trabalho de: Geraldo de Barros, Arthur Lescher, Carmela Gross, Sandra Cinto, Marcelo Moschera, Willys de Cstro, Rita Bordone, Mira Schandel, Edith Deryk, Eleonora Koch e até a mineira Laura Belém. Alem disso, um programa especial de vídeo com obras de Felipe Cohen e Dandiel Trench, Wagner Morales, Angela Detanico, Rafael Laiin, Marilá Dardot, Wagner Malta Tavares, Thiago Rocha Pita, Raul Mourão e a estrela maior Cao Gumarães por suas experimentações em video e filmes amplamente divulgados no exterior. Verdadeiros corredores cenográficos dialogam e interagem surpreendendo principalmente pelo processo criativo e pelo uso de materiais diferentes e inusitados nos mais variados suportes.

Dentro desta linha de interatividade e estimulo à imaginação, as escolas que visitarem coletiva receberão mudas de árvores e orientações de como plantar e cuidar da planta.A idéia é levar os alunos a transfigurar a paisagem com a qual estão acostumados a conviver.


-Evento: Paisagem Incompleta, abertura às 19,30 horas de sexta-feira na Grande Galeria do Palácio das Artes, onde fica em cartaz até o dia 23 de maio; Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, av. Afonso Pena, 1537.Entrada gratuita e mais informações www.fcs.mg.gov.br


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


16.04.2010