Talento monumental





FOTOS: DIVULGAÇÃO


1 - A exposição será inaugurada na quinta-feira, no Espaço Cultural da V&M do Brasil, localizado na Via do Minério, no Barreiro

2 - O artista Leandro Gabriel, em sua oficina, produzindo sua monumental obra intitulada “Pé de Quê”: peças medem de 4 a 6 metros




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


Os destaques maiores em Artes na Semana em termos de artes visuais são: Leandro Gabriel no Espaço Cultural da VM do Brasil e Coletiva Artes nas Gerais no Espaço Unic da Associação Israelita, respectivamente quinta-feira e na terça-feira. A primeira 19 às 22 horas da próxima quinta-feira na Avenida do Minério, portaria 5, no Barreiro onde fica até o dia 20 de junho.A segunda, a partir de terça-feira, dia 18, das 20 às 22 horas, do Espaço Unic da União Israelita de Belo Horizonte, com a família Ribeiro-Inchausti, ou seja, José Maria, a esposa Fátima e os filhos Yara e Humberto.A propósito, considerando que foi capa na segunda da semana passada, sugerimos que acesse nossa home page: www.morganmotta.com onde estão todos os “details” do evento sob curadoria de Jacques Ernest Levy. Em tempo: fazendo “pendant” com o pessoal da “Arte em Família “, la estarão Carlos Macedo, Gina Celeghin, Júilio César Coelho, Mário Mariano, Noêmia Motta e Yara Tupinambá.


Leandro X Resíduos Industriais na ex- Mannesmann no Barreiro

Revelado através de uma edição do Resumo HOJE da década de 90, bem como através de mais de 15 edições do Tridimensional na Arte Contemporânea, todas sob nossa curadoria, Leandro Gabriel se estabelece de vez como conceituado integrante da arte contemporânea mineira e, por extensão internacional. Sem dúvida, ocorreu uma grande virada em termos de novas propostas, novos temas, enfim, sem se desligar por completo de resíduos industriais, um “must”, enfim, uma marca em toda sua trajetória de criador de esculturas, objetos e por que não incluso algumas incursões conceituais, como por exemplo, propostas complementadas com carvão e até vídeos.

Intitulada “Pé de Quê”, peças desse gênero estão de volta numa mostra que trás esculturas inéditas do artista. São esculturas que variam entre 4,5 metros a 6 metros de altura por l,80 metros de largura.Serão expostas no interior da galeria e terá uma única escultura de 9 metros de altura por 4,30 metros de largura que vai sr colocada em “display” à entrada da galeria.Sem dúvida, uma obra gigantesca e monumental, sendo que demorou cerca de 3 anos para ser concluída e agora pode ser apreciada pelo público do Espaço Cultural da V& M do Brasil, na avenida do Minério, portaria 5, no Barreiro.Agora, porém, são esculturas ou representações imaginárias, dosadas de grandes influências surreais, o que surpreende , considerando que esculturas essencialmente figurativas sempre fizeram parte da trajetória artística do expositor.Por sua vez, estranha-se que ele tenha optado por um ex-professor da Fundação Escola Guignard da UEMG, bem como atual da mesma entidade, na hora de solicitar análises no catálogo.Repito, estranha-se por que? Porque preferiu textos de pessoas que fazem parte do seu entorno no máximo por 2 ou 3 anos, enquanto aqueles que são vários que acompanham desde o seu “acanhado” aparecimento numa coletiva d no Centro Cultural da UFMG.Ingratidão? Falta de agradecimento? Esquecimento??? Não apenas certa falta de traquejo social...


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


17.05.2010