Uma Gentil Invenção em termos de acervo particular no Palácio das Artes





FOTOS: GUARIM DE LORENA


1 - Fachada da galeria Gentil Carioca, no Rio de Janeiro

2 - Berimbau Eletrônico: atração na sexta no Palácio das Artes




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


A única abertura em termos de artes na semana vai ser na sexta-feira, na Galeria Arlinda Corrêa Lima na Fundação Clóvis Salgado, no Palácio das Artes. Na ocasião, das 19 as 22 horas, a coletiva Uma Gentil Invenção vai reunir propostas de 19 integrantes da Galeria “A Gentil Carioca”, adquiridos e incorporados – SESC – Departamento Nacional – ao seu acervo de arte contemporânea.

“Objetos, vídeos, esculturas, serigrafias, costumes, desenhos, fotografias, somados a estímulos sensoriais, vivências, histórias coletivas e particulares, enfim, um grande laboratório de percepções resulta da exposição’’Uma Gentil Invenção” e por que não intervenção..., formadas por propostas de Alexandre Vogler, Carlos Contente, Ducha, Ernesto Neto, Fabiano Gonper, Guga Ferraz, Jarbas Lopes, João Modé, Laura Lima, Marcio Botner & Pedro Agilson, Maria Nepomuceno, Marinho, Marssares, Paulo Nenflídio, Pedro Varela, Renata Lucas, Ricardo Basbaum, Simone Michelin e Thiago Pita.A atitude contemporânea, pesente no acervo da Galeria que fica em pleno comércio popular do Saara, em pleno centro do Rio e, por extensão vizinho do Centro de Arte Hélio Oiticica, Centro Cultural Bidú Saião e da Igreja de Nossa Senhora do Terço ou do Rosário se prefere.Sem dúvida, uma galeria alternativa, no entanto com iniciativas e acervos experimentais e vanguardistas de dar inveja a muitas galerias da zona sul do eixo Rio-São Paulo e incluso de Belo Horizonte.Sabia? Na maioria das vezes é de ateliês livres, espaços alternativos e seus desdobramentos que surgem experimentações e resultados dos mais surpreendentes. Ouvi dizer que houve gente (s) que torceram o nariz pela galeria escolhida, sendo no final ganhou pela qualidade e excelência das propostas. São bastante conhecidos Laura Lima, Ernesto Neto, Jarbas Lopes , Alexandre Vogler, Ducha, Massares e Paulo Nenflídio, no entanto, a estrela reluzente do conjunto é Ricardo Basbaum, que foi destaque na última edição da mostra internacional “Dokumenta de Kassell,”que tem obra no acervo do mais importante colecionador mineiro, o casal Regina-Delcyr Antonio da Costa e passou a ser um dos principais “darlings” da crítica especializada e dos curadores a partir da criação de sua proposta “Você gostaria de participar de uma experiência artística?”Desdobrada por todo o Brasil, incluso Belo Horizonte.Em tempo: outro aspecto que faz realçar o presente acervo, é que exemplifica um dos fenômenos atuais das artes visuais que é a aasociação de profissionais que se apresentam sob a forma de coletivas constituídas de artistas com lingauagens e suportes diversificados.Paralelamente serão realizadas palestras com Marcio Botner e Laura Lima, no dia 23, no Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes e de Ricardo Basbaum, dia 25, na Fundação Escola Guignard.

“Uma Gentil Invenção, com curadoria de Márcio Botner e Luiz Guilherme Vergara, tem vernissage para convidados dia 23, das 19 horas às 22 horas e estará à disposição do público com entrada gratuita da 24 de abril a 30 de maio, na Galeria Arlinda Correa Lima, no Palácio das Artes.



Museu da Inconfidência

Uma visita ao Museu da Inconfidência, para aqueles que irão a Ouro Preto no dia 21 de abril até o mês de julho é mais do que recomendável. Alem do seu rico acervo, está lá em “display Batalha dos Guararapes: Interfaces”. Sabia?Guararapes em tupi-guarani, significa o som produzido por queda ou pancada, ou algo como “tambor” ou “atabaque”.A marcha dos holandeses foi acompanhada pelo som de trombetas e tambores, mais parecendo um desfile militar que uma marcha para o combate.Com isso, eles queriam minar a moral dos combatentes locais, fazendo com que os luso-brasileiros acreditassem que não valia a a pena lutar contra o poderoso exército holandês. Dos ruídos que ecoaram naquele distante dia de 1648, Vitor Meireles construiu, paciente e sistematicamente, sua monumental tela.Tratando de uma figuração de um fato ocorrido em Pernambuco e pintado por um catarinense, refletem a luta do brasileiro e o sentido e a amplitude da preservação e usos dos bens culturais quanto ao seu caráter nacional, sob a égider do Instituto Brasileiro de Museus segundo Mônica Fgigueiredo Xexeo e Rui Mourão, respectivamente diretores do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu Inconfidência.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


19.04.2010