Leilão de talentos



FOTOS: DIVULGAÇÃO/VB

DESTAQUES: Santa Escolástica (1), “Parada de Tropeiros” (2), de Iberê Camargo, e “Companheiros de Casa” (3), de Reynaldo Fonseca



Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Damos boas-vindas ao galerista, colecionador e marchand Vitor Braga que, ao reabrir sua galeria e casa de leilões, a Vitor Braga Rugendas Galeria de Arte, sem dúvida eleva o nível em termos de leilões, num setor em que muitas vezes predominam refugos de leilões do eixo Rio-São Paulo. Pela sua seriedade, Braga é caso de excelência em nível de seleção e também na realização de eventos. O único senão é de brincadeira: Vitor foi excelente goleiro do time do Cruzeiro, e eu, na condição de atleticano, herdada do meu avó e do meu pai, não gostava nada de suas atuações.
O resultado do trabalho do marchand pode ser apreciado em boa parte hoje, de 11 às 22 horas, e no leilão, amanhã, às 21 horas, que tem como destaques: a imagem de Santa Escolástica, em madeira policromada, oriunda de Portugal, no século XVIII, obra que integra a coleção do paulista Paulo Vasconcelos; “Salomé”, serigrafia de Cícero Dias; uma aquarela de Georgina Albuquerque; “Coqueiral”, óleo de Enrico Bianco; Artur Barrio, com uma proposta da série africana; xilogravura de Artur Piza e objeto em acrílico “Air”, de Rubens Gerchman. A propósito, assistimos à elaboração da obra de Gerschman, no seu ateliê em Nova Iorque, em 1977, quando pouco ou quase nada se falava de poluição e meio ambiente. Completam o cardápio a composição em nanquim de Antonio Bandeira e óleo sobre madeira “Ladeira de Santa Efigênia”, de 1961, do mestre Alberto da Veiga Guignard.
Entre as raridades, ou preciosidades, se preferem, tem óleo sobre tela de Eliseu Visconti, aquarela de Carlos Scliar da série "Cadernos de Guerra”, “Madona com o Menino”, do Lorenzatto de tendência ingênua, ou seja, naif em francês.
Finalmente, série - fora do catálogo - de 12 propostas da coleção do psiquiatra Hélio Lauar e, encerrando com chave de ouro: escultura em gesso patinado, de Alfredo Ceschiatti; óleo sobre tela de Daniel Senise; “Parada de Tropeiros”, de Iberê Camargo, e trabalhos de Antônio Parreiras, Emeric Marcier, Reynaldo Fonseca, Arcangelo Ianelli, Cildo Meirelles, Maria Polo, Milton da Costa, Lula Cardoso Ayres e Belmiro de Almeida.
Enfim, o Grande Leilão de Outono da Vítor Braga Rugendas Galeria de Arte, programado para noite única, a partir de 21 horas de amanhã, nos salões Ouro e Cobre do Hotel Caesar Business (Avenida Luís Franco, 421, Belvedere), promete ser um dos principais de 2007 em Belo Horizonte
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Exposição em contagem reúne cinco artistas mineiras

 


FOTOS: DIVULGAÇÃO

Cordélia, a pintora multimídia, na Objetaria Belizário Galeria de Arte, hoje e amanhã



Sob o título “Exposição Re-Ver Mulher, E-Vidências”, o quinteto formado pelas artistas mineiras Maria Amélia, Zanne Neiva, Belkiss Diniz, Graça Pires e Nivalda Mendonça, ficam em cartaz, até 5 de junho, no Centro Cultural Contagem (Rua Dr. Cassiano, 130, centro). Pinturas, objetos, bordados e esculturas compõem o conjunto das cinco artistas.
Segundo o quinteto, trata-se de um processo de avaliação e reciclagem que estimula o ato da renovação. Mas tal revisão não supõe retrospectiva, no sentido de pretender retratar o percurso da arte mineira. Pretende-se, antes de tudo, realizar uma nova leitura do panorama destas cinco mulheres.
ÚLTIMA CHAMADA
Hoje e amanhã, últimos dias para checar as pinturas da primitivista Cordélia, artista oriunda de leia-se Brasília, na Objetaria Belizário Galeria de Arte (Rua Ceará, 1.999, Funcionários), do marchand Orlando Lemos.



(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br

21.05.2007