ARTES VISUAIS - MORGAN DA MOTTA(*) - VISUAIS: 21.10.2014

MARCELO AB NO C.C. UFMG X CECÍLIA NA GALERIA MAISON

MARCELO AB, ora em cartaz no Centro Cultural da UFMG, com a subversão dos meios e suportes alcança excepcionais resultados. Estamos falando de sua mais recente proposta.

MEMÓRIA DA PAISAGEM – UMA ARQUEOLOGIA URBANA (LEIA-SE RASURA DO TEMPO). AFINAL, o artista escolhe as câmeras de filmagem do trânsito da BHTRANS e as transforma em pinturas. Inicialmnete, pensou-se em colocar lado a lado 27 acrílicas s/telas com monitores propriamente ditos. Na impossibilidade optou pelo inverso. Por fim, o que para muitos seriam desenhos ou fotografias, resultou em acrílicas. De maneira original usa e abusa de todos os suportes dosados de grande contemporaneidade. A curadoria é do professor de História da Arte Rodrigo Vivas, também atual diretor do Centro desde junho deste ano. A propósito, ele tem imprimido excelente programação. Sem dúvida, um verdadeiro "upgrade" como nos áureos tempos da entidade. Recomendamos com entusiasmo e fica em cartaz até o dia 9 de novembro na Galeria-Sala Celso Renato. Visitas de terças as sextas das 10 às 21 horas. Sábados e domingos de 10 às 18 horas.

Foto: divulgação do artista. Imagem da Bhtrans da Rua Pouso Alegre com Itajubá

INDIVIDUAL DE CECÍLIA ALVARENGA NA GALERIA DA MAISON ESCOLA DE ARTE

CECÍLIA ALVARENGA surpreende pelo conjunto de fotografias em cartaz até o fim do mês na Galeria Maison (Rua Antônio Aleixo, 235 – em Lourdes. Suas fotografias pairam nos limites das abstrações e o contemporâneo. Além disso, viajando pelo mundo ou das janelas do seu ateliê-residência ela trafega pelas cores e formas fazendo "pendant" pelos efeitos da luz e do movimento. Lélia Parreira Duarte, assim sintetizou todo o seu processo criativo: A fotografia, de modo geral, persegue uma ideia de certeza e tenta transmitir um sentido, a verdade que o fotógrafo pretende fixar ou dar a conhecer. Não é esse o processo de Cecília. As abstratas reflexões que ela clicou em suas viagens pelo mundo buscam, diferentemente, o que é insólito ou estranho; pois ela tenta registrar a dúvida, o enigma, a perspectiva de que a arte como a vida é movimento, transformação constante, "reflexão". Da mesma forma que a individual comentada acima, recomendamos uma visita até o final do mês.

Foto de Solange Raso e fotografia de Cecília Alvarenga: Fuga

Foto de Farid Aoun: Cecília Alvarenga com Morgan da Motta em Abstrata Reflexões

(*)Morgan da Motta é jornalista, cineasta e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Internacional de Críticos de Arte – AICA – órgão da UNESCO – PARIS.BLOG: www.morganmotta.com e e-mails: mmotta@morganmotta.com e contato@morganmotta.com.