Rio Branco exibe seu olhar original em BH


FOTOS:REPRODUÇÃO-MIGUEL DO RIO BRANCO/
LUAN DE BARROS/ALETRIA

INSPIRAÇÃO EM TRÊS TEMPOS: trabalho de Miguel do
Rio Branco (1), o artista Fernando Pacheco (2) em seu ateliê
e (3) esculturas de Leandro Gabriel




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

O trabalho do artista plástico e fotógrafo Miguel do Rio Branco é cartaz a partir de hoje, na Manoel Macedo Galeria de Arte. Ele aponta numa direção mais intimista, ou seja, com imagens de figuras humanas fazendo contraponto com situações de que se apropria em função do elemento central e da espacialidade.
Nascido nas Ilhas Canárias, em 1946, filho de um diplomata brasileiro, Miguel do Rio Branco mudou-se de país várias vezes, morando, no período que cursava o ensino médio, além do Brasil, na Argentina, Portugal, Suíça e Estados Unidos, realizando diversas exposições e coletivas, inclusive várias bienais internacionais. O artista hoje vive e trabalha no Rio de Janeiro, sendo que, além de fotógrafo é pintor, diretor de cinema e criador de instalações multimídia.
Em BH, ele apresenta fotografias em preto-e-branco sob o título “Dislecsia”. A palavra Dislecsia deriva do grego “dys”, que significa pobre ou pouco adequado, e “lexis”, que quer dizer palavra ou linguagem. Para ele, dislecsia não é uma doença, mas uma maneira diferente de aprender o mundo. “A idéia aqui é usada de uma maneira poética, novas maneiras de construir com imagens, maneiras não descritivas e não lineares”.
Outro nome de destaque é o mineiro Fernando Pacheco, um dos bons nomes da arte contemporânea. Ele é tema do livro que leva seu nome, publicado pela editora C/Arte e escrito pelo crítico Jacob Klintowitz. Paralelamente, exposição das mais recentes pinturas em óleo sobre tela e acrílicas fazendo pendant com objetos recentes e inéditos. Não se esqueçam, na loja de antiguidades e galeria de Regina da Costa, continua exposição de aquarelas, desenhos e objetos que fica em cartaz até o final do mes. Haja fôlego para acompanhar o artista e sua esposa e assessora cultural Nina!
Por falar em livro, a união das escultura com as histórias, projeto sob curadoria de Leandro Gabriel e Sandra Lane, o primeiro escultor e a segunda contadora de histórias, chegou à reta final com o lançamento do livro pela Aletria Editora.
“Escultórias” visa, antes de tudo, promover a inclusão social, artística e cultural da comunidade, por meio de um contato maior com a escultura e a criação de histórias. Além disso, valoriza a criatividade, incentiva a leitura e a escrita no contexto das artes e desperta a conscientização ambiental com o uso de materiais reutilizáveis na esculturas e nas oficinas.
Leandro Gabriel e Sandra Lane são artistas plásticos graduados pela Uemg-Guignard, e pós-graduados em Arte e Educação pelo Centro de Pesquisas de Minas Gerais e pela PUC-Minas.

Miguel do Rio Branco - Fotografias. Na Manoel Macedo Galeria de Arte (Rua Lima Duarte, 158, Carlos Prates). Até 8 de dezembro.
Fernando Pacheco - Retrospectiva. Na Galeria Carminha Macedo (Rua Bernardo Guimarães, 1200, Savassi). De segunda a sexta, de 10 às 19 horas e, aos sábados de 10 às 19 horas. Até 8 de dezembro.
Escultórias - A mostr sobre o trabalho está em cartaz até o dia 30, na sede da editora (Rua Domingos do Prata, 697,Santo
Antônio).


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br

21.11.2007