Natureza em movimento


FOTOS: ISABELA CREPALDI/SESC/GESTOGRÁFICO

1 - “Cabaças e Cabeças”, de Alby, em exposição na galeria do BDMG

2 - Imagens sobrepostas de Wallison Gontijo

3 - Proposta em grande formato de Monica Sartori


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


A partir do dias 3 de março, terça-feira da próxima semana, o projeto Mostras BDMG realiza vernissage da exposição "Cabeças de Alby", do francês Alby Hauteville, radicado em Minas Gerais.

Formado em Odontologia e especializado em cirurgia bucal, Alby, ao que parece, aproveitou-se da habilidade manual e, desde 2001, esculpe tra balhos em madeira.
As formas básicas são criação da própria natureza, encontradas em fazendas e vendas de Minas Gerais; no entanto, o artista busca desvendar a alma, a essência, para dar uma nova forma e vida às peças acolhidas/recolhidas.
A proposta é artesanal e simbíótica, o próprio artesão não sabe nunca em que cada cada cabaça vai se tornar ou transformar.
"Elas melembram sempre as cores, odores e sabores do Mercado Central de Belo Horizonte", considera.
Alby diz ainda: "Sem dúvida, estão intimamente ligadas ao Brasil. Há de tudo um pouco:bandolim, bichos conjugados ou isolados e até flores que pairam nos tênues limites da escultura e do objeto, resultantes das experimentações deste dublê de dentista e artesão.
A abertura da exposição "Cabaças" vai ser na próxima terça, a partir de 20 horas.
Visitas à exposição vão de 4 a 27 de março, de 9 às 18 horas (exceto sábados e domingos), na galeria do edifício sede do BDMG, na Rua da Bahia, 1600, bem ao lado da Igreja de Lourdes.
Em outra exposição, Amílcar de Castro, Ângelo Marzano, Desali, Humberto Eustáquio, Isaura Pena, Júnia Penna, Mônica Sartori, Ricardo Homem e Rodrigo Borges, coletivamente...
"Em obras" reúne 40 trabalhos desses artistas, com desenhos, gravuras, lambe-lambe de Desali e relevos sobre tapete de Humberto. Além disso, a coletiva, inaugurada no Natal e reaberta em fevereiro, apresenta uma proposta de grande porte de Mônica Sartori, ocupando a maior sala da galeria Gesto Gráfico.
Finalmente, "Atalhos", de Wallisson Gontijo, que entra na semana final.
Ele procura dialogar com as possibilidades do conceito do lugar, por meio de uma reflexão sobre o pensamento geográfico e o sentido estético da existência.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


23.02.2009