Na rota da qualidade



FOTOS: FREDERICO HAIKAL/DIVULGAÇÃO

Vik Muniz (1), que ostenta prestígio no exterior, visitando a própria exposição, e obras de Marc Chagall "Farmácia em Vitebsk" (2), e Rodin "As três sombras" (3), que estão em exposição na Casa Fiat de Cultura



Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


Belo Horizonte retorna ao circuito das mega-mostras e até exposições internacionais. No entanto, precisa separar o joio do trigo.

Afinal, por trás de muito “frisson” e também “oba, oba”, na maioria das vezes há pouco conteúdo e custos astronômicos.
Por sinal, esses são os projetos mais fáceis de serem aprovados em Brasília, no Ministério da Cultura.
Sem dúvida, são saudáveis os esforços como o da Casa Fiat de Cultura, com a junção de duas exposições internacionais, Rodin e Marc Chagall.
O mesmo se pode dizer em termos Vik Muniz no Museu Inimá, depois de receber mais de 200 mil visitantes no eixo Rio e São Paulo.
Há mais de 50 anos, quando da sala especial na Bienal de São Paulo, nada foi exibido neste meio século. Coube à Casa Fiat de Cultura trazer o pintor que se fixou em solo francês.
São 300 obras do artista na maior exibição já realizada no Brasil.
Entre pinturas, guaches, escultura e gravuras destacam-se séries completas de gravuras como La Bible, Daphnis e Choée e Les Ânmes Mortes (“As almas mortas”) reunidas pela primeira vez no Brasil, assim como a obra Salon de Coiffure ou de Zussy, guache sobre cartão de 1914, que pertence à Galeria Tretyakov, na Rússia. Enfim, sob a curadoria de Fábio Magalhães, a mostra desdobra-se em módulos distintos.
Em Pintura da Juventude (34), 96 gravuras das séries Almas Mortas e mais 23 gravuras das fábulas escritas por La Fontaine.
Os dois outros módulos, reúnem ainda 105 gravuras da série A Bíblia e 42 da série Dafne e Cloé.
No módulo Esculturas, os destaques são duas esculturas em mármore, Pássaro e Peixe.
Finalmente, no módulo Contexto Brasil, estão 28 obras de Di Cavalcanti, Ismael Nery e Cícero Dias, que conviveram com Chagall em Paris.
Por sua vez, Vik Muniz, desde o fim de semana no Museu Inimá, só pode ser realizado em função de ter climatização central, sendo que o projeto de reserva técnica, criado pelo arquiteto e restaurador Saul Vilela.
Vilela está no projeto desde sua inauguração, há um anos e 5 meses.
Afinal, são obras em papeis e fotografias sem contar com os objetos que, na sua maioria, são poucos originais e muito registros conceituais em termos de fotografias.
Voltaremos ao assunto depois de nossa viagem à Europa, onde, além de visitar a Bienal de Veneza.
Vamos chegar às exposições deste final de verão e começo de outono no hemisfério norte, através de visitas a Paris, Milão, Veneza e Londres.
Aguardem. Inicialmente “tips” (leia-se dicas através de nossa Home Page: “www.morganmotta.com”).


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


24.08.2009