Burian e Santana vão de encontro à natureza


FOTO: ANDRÉ BURIAN

Obra do premiado artista belo-horizontino André Burian


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Emeric Marcier é outra das presenças de destaque no megaleilão de quinta-feira na Galeria Vítor Braga. Ele tem lugar garantido ao lado de outras feras da arte brasileira e mundial.

No Leilão, na base da noite única, na Vitor Braga/Rugendas Galerias de Arte, vai ser no Belvedere, a partir de 21 horas de quinta, no Salão de Ouro e Cobre do Caesar Bussines Hotel, na Avenida Luiz Paulo Franco, 421.
De volta aos destaques em exposição nas galerias da capital, destaque para o mineiro André Burian, que na fase das figuras humanas seccionadas integrou o Resumo HOJE, em 1999, e foi premiado na Coletiva Fiolha nas Artes, promoções, respectivamente, do jornal HOJE EM DIA e da Folha de S. Paulo.
Agora, ele está apresentando a nova série de pinturas que vem desenvolvendo desde 2007, a partir do seguinte pensamento de Gerhard Richter: “Para ser pintor é preciso estar verdadeiramente engajado.Mas, quando a paixão o abandona, não há mais nada a fazer.É melhor então parar completamente, porque, em sua essência, a pintura é pura estupidez”.
Sem dúvida, com Burian, que tanto na fotografia como na pintura optou por situações intelectualizadas e engajadas, o que seria pretensão ou arrogância não passa do simples ato de criar.
É isso que faz, de maneria prática, objetiva, embora o mote em questão seja o inconsciente.
À primeira vista parece contraditório; no entanto, em se tratando de quem o é, trata-se apenas de uma bem apropriada idéia e de uma simplicidade e objetividade a toda prova.
No catálogo, o professor Luiz Flávio, do curso de pós-gradução em História da Arte da PUC Minas sintetizou de maneira bastante interessante a fase atual do artista e da obra...
“Em consonância com a agenda das novas práticas artísticas contemporâneas e suas demandas por novos paradigmas - mais condizentes com a nossa época e capazes de dialogar com a nova paisagem de um mundo qeu se quer “globalizado” - refletir criticasmente sobre a produção pictórica na atualidade exige um esforço grandioso”, escreve o professor.
“Não é isso o que este pequeno texto pretende, obviamente. Mas, apresentar a mostra ‘Inconsciente’, de Adnré Burian, que se estrutura como um evento de pintura, na tradicional técnica da tinta à base de óleo sobre tela, numa época em que a adoção dos modos de produção capitalista por artistas e a noção do ‘artista multimídia’, que trabalho com amplo repettório de meios e suportes, já não soa mais como nenhuma novidade”, complementa.
O Leilão, na base da noite única, na Vitor Braga/Rugendas Gaelrias de Arte, vai ser no Belvedere, a partir de 21 horas de quinta, no Salão de Ouro e Cobre do Caesar Bussines Hotel, na Avenida Luiz Paulo Franco, 421.
A mostra individual de André Burian fica em cartaz até o dia 23 de dezembro, na Belizário Galeria de Arte, à Rua Ceará, 999, Funcionários, no horário comercial.
Mudando de conversa, se a natureza é tema recorrente na pintura do artista plástico Rui Santana, ele surpreende ao apresentar o que há de mais recente de sua produção no gênero, em seus mais recentes trabalhos, um novo olhar sobre ela, olhar esse que reflete a intima relação que desenvolveu e desenvolve com a Mãe Terra, nos últimos tempos.
Sua nova individual, composta por oito trabalhos inéditos, tem como mote o seu amor ontem, hoje e sempre declarado à natureza.
A mostra individual de Rui Santana, a ser iangurada às 20 horas da próxima quinta feira na Galeria Agnus Deis, fica em cartaz na galeria da Rua Santa Catarinaa, 1155, até o dia 17 de dezembro.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


24.11.2008