Leandro Gabriel leva Metáforas ao Espaço Pitágoras


FOTOS: ESPAÇO PITÁGORAS/FERNANDA CAETANO/DIVULGAÇÃO


Esculturas de Leandro Gabriel (1) em exposição à entrada do Espaço Pitágoras e (2) em Furnas; Mazilli (3) Exposição em Ouro Preto




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

O Espaço de Arte Pitágoras abriga, até o final de março, a exposição “Metáforas”, que reúne 90 propostas inéditas, de Leandro Gabriel, um dos artistas mineiros de destaque no cenário da escultura contemporânea. Esta exposição individual concentra obras monumentais e instalações. As peças, de 2 metros a 3,70m de altura, produzidas a partir de sucata e placas de ferro sem pintura, muitas com ferrugem, se lançam ao céu em formas instigantes, construindo composições que remetem a microorganismos, a florestas, a edifícios e cabeças humanas. Objetos, brinquedos e formas puras, como esferas, também fazem parte do universo do expositor.
Leandro Gabriel nasceu em Belo Horizonte, em 1970, e se graduou em Educação Artística pela Fundação Escola Guignard. Fez pós-graduação em Arte no Centro de Pesquisa de Minas Gerais. Esculpindo inicialmente em argila, depois em madeira, ele atualmente explora as particularidades do ferro (resíduos industriais). O artista foi revelado através de uma das edições do Resumo HOJE e da Coletiva “Tridimensional na Arte Contemporânea”, além de ter participado de sucessivas exibições, individuais e coletivas, em conceituados espaços brasileiros, como Itaú Cultural Galeria de Arte e Museu de Arte Contemporânea da USP (São Paulo), Museu de Arte Moderna de Brasília, Centro de Arte Universidade do Amazonas Palácio das Artes e o Centro Cultural da UFMG, ambos em Belo Horizonte, entre muitos outros.
Paralelamente à mostra do Pitágoras, o escultor mineiro apresenta trabalhos da série “Sementes”, em torno da residência da crítica de arte Lydia Felipe em Furnas. Lá, estão em exibição, numplatô próximo do Flutuante, bem como nos gramados que circundam uma das mais belas residências nos Lagos de Furnas, esculturas e objetos de porte pequeno e médio, ao contrário das monumentais esculturas ora em cartaz no Espaço Pitágoras.
A propósito de sua trajetória assim se expressa Leandro Gabriel: “Fazer arte é descarregar vida ressuscitando materiais antes desprezados pelo desenvolvimento tecnológico”. Sem dúvida, da sucata de ferro, do barro e da madeira, ele reinventa as formas da natureza e das construções humanas, elevando-as à categoria de arte. A realização do Pitágoras, tem apoio cultural da Oximil - Gases Industriais e Medicinais.

Metáforas - Exposição de Leandro Gabriel - 90 esculturas inéditas. Até o dia 29 de março, no Espaço de Arte Pitágoras (Rua Madalena Sofia, 25 - Cidade Jardim). De terça a sábado, entre 14 e 19 horas. Entrada gratuita. A exposição individual em Furnas fica em cartaz até Julho.



Mazzilli expõe na Casa dos Contos



“Relicário: Objetos & Bordados” exposição de Domingos Mazzilli, dublê de médico psiquiatra e artista plástico, inaugura, neste sábado, o calendário 2008 do Espaço Cultural da Casa dos Contos de Ouro Preto.
Nascido em São José do Rio Pardo, o artista é pós-graduado em História da Arte pela PUC e hoje cursa Artes Plásticas na Escola Guignard (UEMG) e Artes Visuais na Escola de Belas Artes da UFMG. Trafegando por variados materiais e suportes, Domingos revelou-se um mestre do “ready-made”, com criações que remetem a um Farnese de Andrade ou então, a Bispo do Rosário. O que não compromete a qualidade de sua produção; ao contrário, deixa-a em evidência.
O colecionador e também psiquiatra Hélio Lauar, sintetiza de maneira objetiva a fase atual do artista: “Mazzilli se insere num dos desfiladeiros signficantes da arte contemporânea que reedita o interesse inaugurado por Duchamp, responsável pelo conceito de “ready made”, que transporta objetos da vida cotidiana, a princípio não reconhecidos como artísticos, para o campo das artes, imprimindo a estes novos sentidos e dimensões”.

Relicário: Objetos & Bordados, de Domingos Mazzilli. A partir de sábado, na Galeria do Espaço Cultural da Casa dos Contos de Ouro Preto (Rua São José, 12). O espaço de exposições permanece aberto, excepcionalmente, segunda feira, das 14 às 20 horas, e de terça-feira a sábado das 10 às 20 horas.



(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br

25.02.2008