VISUAIS

Cenários segundo Rico Maciel na Copasa



FOTOS: DIVULGAÇÃO DOS ARTISTAS


1 - Verve segundo Rico Maciel, ora em exibição na Galeria Copasa

2 - Somewhere in your heart... de Rico Maciel

3 - Mandala em aço naval segundo Pedro Miranda, dublê de
designer de móveis e escultor



Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


A expressão "desenhar no espaço" era bastante usada pelo venezuelano Jesus Soto (1923-2005) visando antes de tudo, superar as limitações da pintura. Agora, por sua vez, Rico Maciel com suas propostas "Cenários" nos remete a mesma iniciativa, não se sabe por conhecimento ou por acaso. Afinal, em comum, os trabalhos têm formas simples, realçando maior exploração da cor e um descompromisso com a imitação do real ou da realidade se prefere.

Esta série denominada "Cenários" é, sem dúvida, fruto de uma adaptação e consequente transformação dos acúmulos vividos e bem explorados de um artista que desenha-e-pinta e extrai dessa habilidade elementos constituintes da sua obra, que resulta em imagens bastante estimulantes e favoráveis à imaginação. Por fim, este dublê de artista plástico e professor de educação pela arte, graduado pela Fundação Escola Guignard, usa e abusa das mais variadas imagens de maneira objetiva sem medo de errar ou ousar. Dai, recomendamos com entusiasmo sua individual na Galeria de Arte Copasa do Alto do bairro Santo Antônio.

- Inaugurada no dia 15 de dezembro, na Galeria de Arte Copasa, à Rua Mar de Espanha, 525, pode ser visitada até o dia 16 de janeiro, das 9 às 18 horas, incluso aos sábados, domingos e até feriados. Vale a pena a ver de novo.


Pedro Miranda do designer de móveis às mandalas

Se você quer conhecer o que há de mais recente de toda produção criativa de Pedro Miranda, artista plástico que trafega pelo desenho, pelos móveis e pelas esculturas, vai se surpreender com um conjunto de mandalas em ferro tipo casco de navio, nas quais os vasados fazendo contraponto com espaços circulares conjuga figuras humanas com uma enorme variedade de outras imagens de grande leveza e, ao mesmo tempo, dosadas de grande expressividade.

A principal característica técnica é o aço naval sac 300, que é de grande resistência às intempéries. É uma liga da cobre e ferro, o mesmo material usado para casco de navio. Ele sofre a ação da ferrugem em toda superfície, mas sua estrutura é protegida pela própria ferrugem. Logo, ideal para as regiões marítimas. A maioria é composta em um bloco, ou seja, em uma única chapa. Enfim, as diferentes partes estão ligadas com solda elétrica e os cortes a plasma. Sem dúvida, excepcional conjunto e por que não desdobrá-las – as mandalas – em base para mesas contemporâneas ou até móveis os quais ele outrora usava a madeira (leia-se madeiras de lei) o que é politicamente correto. Fica aí a sugestão. Sua mais recente mostra, às vésperas do Natal, foi numa galeria de arte nos limites dos Funcionários e da Savassi (entre Pernambuco e Avenida Brasil), no entanto, através de www.pedromirandaescultura.blogspot.com ou pedro mirandaescultura@gmail.com poderá obter desde o endereço do seu atelier no Jardim América, bem como ficará sabendo que estão ainda no Teatro da Villa, em Tiradentes, no Café Oratório da Alvares Cabral e no setor de artesanato da Fundação Palácio das Artes.

Mineiro de Belo Vale, autodidata, depois de inúmeras andanças a partir da Europa para outras partes do mundo: sem dúvida ele é atualmente um cidadão do mundo... Recomendamos com entusiasmo suas mandalas elaboradas com aço naval de grande beleza e leveza como tudo que ele cria.


- Boas Festas e tudo de bom no ano novo: Saúde e Paz.



(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco - Paris.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mails: contato@morganmotta.com e mmotta@morganmotta.com

25.12.2010