Pequeno Panorama em Pequenos Formatos





FOTOS: DIVULGAÇÃO/QUINA GALERIA


Imagens da Quina Galeria, a mais vanguardista e experimental de todas galerias de BH: Marconi Marques (1) e Gustavo Maia (2)




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


Desde a semana passada, um dos destaques em nível de mostra coletiva, sem dúvida, é a Pequeno Panorama em Pequenos Formatos em display na conhecida galeria do Edifício Malleta (leia-se Rua da Bahia, 1148 – Slj. 06). Reflexões sobre a pintura organizada pelo artista plástico Luiz Henrique Vieira, bacharel em artes pela Escola Guignard da UEMG, com especialização na Escola Leonardo da Vinci em Barcelona e, por extensão mestrando da Escola de Belas Artes da UFMG. Visa antes de tudo, consultar alguns artistas, sobre seus respectivos conceitos de pintura.

“Já não existem escolas e a diversidade de questões e abordagens é inumerável dentro da produção contemporânea”. Enfim, ele não tem pretensão de localizar tendências, ou de, a partir de um breve panorama como este, apostar uma direção. São vários suportes e foram convidados Alan Fontes, Augusto Fonseca, Giovana Martins, Gustavo Maia, Gláudio Caldeira, Helder Profeta, João Maciel, Leo Brizola, Leonora Weissmann (que da mesma maneira que o Alan já integrou nossa coletiva RESUMO HOJE em edições diferentes, bem como o curador Luiz Henrique Vieira, Marco Túlio Resende, Manuel Carvalho, Rafael Zavagli, Raquel Schembri, Rodrigo Freitas, Selma Andrade, Sebastião Miguel Sérgio Machado e Tereza Portes). Ligados por um elo comum, todos eles através de uma única proposta oferecem reflexão sobre o tema proposto. Mais informações através do quina@gmail.com. Enfim, visitas de terça a sexta, de 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas, sendo aos sábados das 14 às 18 horas. Self Portrait – auto retrato – pintura tridimensionada é um dos destaques maiores, numa divulgação da galeria.



Alechinky e Sandra Cinto no Tomie Ohtake in Sampa

Para aqueles que estão programando visitas a paulicéia desvairada, pit-stop imperdível são duas no Instituto Tomie Ohtake: a primeira, Alechinsky – 40 ANOS DE COLABORAÇÃSO COM PET Bramsen. Ele que fez parte do famoso Grupo Cobra, desde os anos 40 e 50 do século passado, formado, entre outros, por artistas como Appel, Jom e Constant, oriundos das cidades de Copenhagen, Bruxelas e Amsterdã (COBRA). a EXPRESSÃO LIVRE E INCONSCIENTE DE Alechinky, que poderia lembrar formas humanas ou de objetos, suas cores vibrantes e profundas revelam espontâneas e velozes composições próxima a Dubuffet e a Pollock, seus contemporâneos. Por fim, Imitação da Água, de Sandra Cinto sob curadoria de Jacopo Crivelli Visconti.Mergulhar – é exatamente o que sugere Sandra Cinto nesta exposição em que a água protagonisa seus desenhos, pinturas e instalações. São situações surpreendentes, construídas por práticas pictóricas que deixam o espectador na condição de náufrago, ou seja, em atmosferas distintas. A primeira fica em cartaz até o dia 7 de setembro e a segunda, da Sandra pode-se anunciar como Última Chamada: até dia primeiro de agosto. São 20 anos de trajetória da La Cinto.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


26.07.2010