Iluminada variedade


FOTOS: DIVULGAÇÃO/MM

Gravura de George Gosling, paisagem de Pamela Kayser Mejn e flores de Luiz Bicalho


Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


Até o fim de semana acontecem duas mostras coletivas, respectivamente, na Galeria Agnus Dei e na galeria do Espaço Cultural do Pic-Cidade. A primeira reúne gravadores do Grupo Sala 8 da Escola Guignard, que trafega pela gravura em metal. No Pic-Cidade, alunos do Ateliê Livre Selma Weissmann, que participa com Sala Especial, apresentam o que há de mais recente _ um balanço das atividades do mais conceituado Ateliê Livre da Savassi. Vejam quem é quem nas mostras coletivas de gravura e pinturas.

Amigos, colegas de profissão, artistas. Há algus anos, eles criaram o Grupo Sala 8, que se reunia semanalmente na Escola Guignard. O Objetivo? O grupo, utilizando-se da linguagem da gravura em metal, fez do ateliê coletivo um catalisador para o desenvolvimento de suas propostas. Isso naõ impedia, contudo, que cada artista mantivesse sua maneira própria e original de criar e explorar as diversas possibilidades da técnica da gravura.
O grupo já não mais existe; no entanto, quatro de seus integrantes _ Déa Matilde, George Gosling, Maria Célia de Souza Andrade e Paulo Roberto Lisboa _, sob o título “Gravuras”, realizam mostra coletiva.
Trata-se de uma seleção de gravuras de diferentes formatos. algumas inéditas e outras já vistas.Déa Matilde trabalha com animais, tal preferência veio após uma visita ao Zoológico, Objetos, figuras humanas e animais corresponde ao mote principal de George Gosling, que utiliza as de água tinta e verniz mole, bem como ponta seca rolete.Maria Célia Andrade, que reside na França já há alguns anos, trafega pelas experiências cinéticas visuais.Enfim, saltam aos olhos o alto nível das gravuras, que convida o visitante a fazer uma reflexão sobre à gravura que, há até pouco tempo passado, da mesma forma como a fotografia era uma espécie da primo pobre das artes visuais.Sem dúvida, um recorte de alto nível que tem como foco maior a contemporaneidade.
A coletiva “Gravuras” pode ser visitada até o final da semana, na Galeria Agnus Dei (Rua Santa Catarina, 1155), de 9 às 18 horas e, aos sábados, de 9 às 13 horas.
Por sua vez, Selma Weissmann e seus alunos ficam em cartaz até sábado, na Galeria de Arte do Pic-Cidade. No início autodidatas, os integrantes da coletiva do Ateliê Selma Weissmann trafegam pela pintura. A pintura em óleo sobre tela ou acrílicas tomou lugar com referência de suas respectivas criações-produções. Além disso, a grande maioria afina-se pelos temas de figuras e paisagens num perfeito diálogo com a professora e artista Selma Weissmann.
Sem dúvida, um caso raro de excelência na execução e também no ensino técnico em nível de pinturas. Destaques maiores entre alunos estabelecidos e talentos emergentes: Raphael Baptista, Luiz Bicalho, Alexandre Fonseca, bem como Beth Pádua, Pamela Kayser Mejn. Sem dúvida, um feliz recorte e um balanço bem executado pelo pessoal do mais antigo e conceituado Ateliê Livre de Belo Horizonte.
A coletiva de Selma Weissmann e seus alunos pode ser visitada na galeria do Pic-Cidade, à Rua Claudio Manoel, nos limites dos Funcionários e da Savassi, até o próximo sábado, de 10 às 22 horas.
Gracinha Pires, artista plástica e professora de ateliers livres de Belo Horizonte, realiza ate final de outubro mostra individual de conceituada galeria de Oslo, capital da Noruega. Depois do desenhos, das esculturas-objetos, a pintura tomou lugar na sua opção de criar. Depois de participar de três edições do “Tridimensional na Arte Contemporâneo”, sob nossa curadoria, sua carreira pessoal decolou com mostras em São Paulo, no Rio, Brasília e agora num país da Escandinávia.
Um dos seus filhos ou herdeiro se prefere, em período de estudos por lá, organizou a exposição que inclusive teve show de bossa-nova, contou com apoio da Embaixada do Brasil que fica em Oslo, inclusos colecionadores e marchandes que compraram todas as pinturas no vernissage.
Daí, para o período de primavera-verão do hemisfério norte, em 2009, ela vai repetir a dose com exposições de pinturas e mini-escultura objetos. Sucesso... E a capa do convite-catálogo registra tudo com um Velkommen til vernissage (leia-se “benvindo ao vernissage”).



(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


27.10.2008