Sara não pára


FOTOS: NINON ROZE/TONINHO ALMADA


A ARTISTA Sara Ávila (1) e um de seus trabalhos (2), e apropriação de paisagem urbana à pintura de Elton Lúcio (3)




Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS

Sara Ávila, única artista plástica mineira integrante do Grupo Internacional Phases, mais uma vez bate recorde de mostras itinerantes. Foi no ano passado, para surpresa dela e de muitos críticos e colecionadores que a acompanham desde os tempos de aluna do mestre Alberto da Veiga Guignard.
Ao contrário de 2006, ela, que também integra o Grupo Sonambula, um desdobramento do Phases, em 2007, além de ultrapassar números de anos anteriores, encerrou o ano participando da coletiva que comemorou os 40 anos da música “Travessia” (Milton Nascimento e Fernando Brant), realizada na Galeria Copasa e que ganha itinerância por várias capitais brasileiras, a partir de março.
Por sua vez, a convite da revista internacional dedicada ao surrealismo “D’Ebout sur l’oueuf” (“De pé sobre o ovo”), ela vai integrar mostra coletiva em Coimbra, Portugal.
Para Miguel de Carvalho, editor da revista especializada no surrealismo, a chama da tendência surrealista continua bem viva em Portugal, não só pelo que se pratica, mas também pelo reflexo do surrealismo universal. Daí, urge redescobrir e divulgar este movimento tão essencial para a história da cultura no século XX.
O projeto-revista surgiu de uma reflexão triangular (Coimbra e Lisboa, em Portugal, e Cuenha, na Espanha). Sem dúvida, uma possível resposta ao que acontece pelo mundo, no geral.
Enfim, dois conceituados espaços da Cidade de Coimbra, A Casa da Cultura e o Museu da Cidade - Edifício Chiado, irão apresentar a exposição Internacional do “Surrealismo Atual - O Reverso do Olhar”, com seus dois módulos distintos, de 3 de maio a 28 de junho.
Além disso, Sara Ávila de Oliveira teve atuação destacada na mostra “Más Allá de los Muros” (leia-se “Muito além dos Muros”, em Santiago do Chile, numa ação conjunta do Grupo Phases, em comemoração aos dez anos de atividades do Movimento Derrame de Santiago do Chile); participou também da coletiva da Fundação Museu Eugenio Granell, na Galícia, na qual, além de ter toda uma vitrina recheada com seus inúmeros catálogos, havia uma pintura de pequeno porte.
Mudando de conversa, o Conselho Curador da Galeria de Arte Cemig definiu os artistas que farão parte do Calendário de exposições deste ano. Oito artistas mineiros, que vivem e criam em Belo Horizonte, foram escolhidos para exibir suas propostas, dentre 126 inscritos. Além dessas exposições, mais quatro serão realizadas: Coletiva Prata da Casa, com trabalhos de empregados da Cemig e seus dependentes; com o artista convidado, Marco Túlio Resende; a coletiva de alunos de escolas de Belas Artes e de Desin de Minas Gerais e a tradicional exposição de Natal, na maioria das vezes, composta por integrantes do Conselho Curador, como Sandra Bianchi, Mário Zavagli, Wanda Tófani e Fátima Pena.
Gravuras de Carlos Murilo Valadares abrem a agenda do ano, de 29 de fevereiro a 18 de março. Elton Lúcio e Samir Lucas, em dupla mostra, iniciam o calendário do segundo semestre, em agosto. A propósito, Elton Lúcio foi revelado através de individual no Espaço Cultural BDMG e de participação na última edição do Resumo HOJE, sob nossa curadoria, no período abril-maio do ano passado, na Biblioteca Pública. A 26 de novembro, a individual “Alguns Desenhos para Cy”, de Francisco Magalhães, fecha a programação.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte (ABCA-AICA).Home Page: www.morganmotta.com. E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br

28.01.2008