Bezerra, do popular ao erudito





FOTOS: EMILIANO DANTAS E RICARDO MANSUR


1 e 2 - Esculturas em madeira de José Bezerra, ora em cartaz na Celma Albuquerque Galeria de Arte



Morgan da Motta (*)
CRÍTICO/ARTES VISUAIS


Celma Albuquerque Galeria de Arte apresenta desde o fim de semana, exposição individual do pernambucano José Bezerra.São as mesmas esculturas apresentadas incialmente, em São Paulo, na Galeria Estação de Vilma Eid que, agora ganha itinerância sob curadoria do crítico Rodrigo Naves.Partindo do popular, como inúmeros outros artistas, ele alcança o erudito e desdobra-se em termos do contemporâneo.Por sua vez, a galeria de arte do Pic-Cidade, sob curadoria de Maria José Fernandes tem vernissage das 20 horas às 23,30, da coletiva “Linguagens da Aquarela” amanhã, terça-feira.Por fim, Abadia França reúne o que há de mais recente dua sua produção: duas esculturas e uma única instalação, no Centro de Compras (leia-se antigo Super Mercado Via Brasil). Na Pampulha.Sem dúvida, boas vizinhanças na Savassi e lá pros lados do Museu de Arte da Pampulha (MAP).

Quando José Bezerra olha um pedaço de madeira, ele já reconhece a iamgem que ali se insinua.Daí, sua arte é esculpir, o tronco para que o desenho surja., deixando, no entanto, uma janela aberta à imaginação.Com a intervenção de um facão, grosa, formão e serrote e árvores caídas, pedaços de troncos e raízes, ele retrata as mais diversas figuras, ou seja; desde cabeças de gente, carros de boi animais, tudo que faz parte do seu universo.Segundo o curador Rodrigo Naves: “A atuação sobre a madeira – que muitas vêzes têm um facetamento que lembra a pincelada de Cézane -, a lemrança constante de ua origem vegetal e a intensidade de suas figuras dão às obras a aparência de um movimenmto incompleto e inacabado, como se aspirassem a uma continuidade que as levasse além de seus contornos”.

José Bezerra (1952, Buique, P.E.), vive e cria no Vale do Catimbau, no sertão de Pernambuco, região segundo pesquisadores e arqueólogo, considerada o segundo mairo sítio arquiológico do Brasil, tanto pela quantidade de pinturas e inscrições, quanto pelo valor histórico.É respirando esta atmosfera que ele produz suas esculturas, exibindo-as no entorno de sua casa, uma aldeia de seres em madeira que encantam os viajantes que por lá passam.Do conjunto saltam aos olhos esculturas e objetos que partem do popular, alcança o erudito e desdobra-se na arte contemporânea cheio de energia e criatividade, características transplantadas para sua propostas, resultou no sucesso de José Bezerra tanto na capital paulista como na mineira. Recomendamos com entusiasmo.

- José Bezerra pode ser conferido na Celma Albuquerque Galeria de Arte, Rua Antonio de Albuquerque, 885, na Savassi.Visitas até o dia 26 de junho, de segunda a sexta, das 10 às 19 horas, sendo aos sábados das 10 às 13 horas.


COLETIVA NO PIC-CIDADE

A milenar técnica da quarela foi extremamente importante no Brasil Colônia quando registrou para a história, a terra descobera, sua sua flora, fauna, geografia, seus costumes e etnias, já que a fortografia era ainda inexistente.As expedições exploratórias traziam na comitiva cientistas, botânicos historiadores, geógrafos e aquarelistas renomados para documentar a terrra exótica e a vida na colônica com seus desenhos e aguadas.O mais conhecido aquarelista foi Debret pela quantidade e qualidade de dessenhos e aquarelas, bem como Rugendas, Florence, Ender, Eckout, Post etc.

Agora, a professora e artista plástica Maria José Fonseca, através da coletiva a ser inaugurada no Pic-Cidade Galeria de Arte, revela seu eleconco composto por Ana Angiooletti, Ana Maria Custódio, Andréia Amorim Bragança, Crist5ina Perdroso, Gesmair Bartolomeu, João Pimenta e Julieta Contijo Nesvs.Também Licia Leknickas, Lígia Azeredo, Luciana Baroni, Madalena Nogeira, Maria Claudia Nascimento, Mariangela Chriari, Maria Tereza Mendonça Maria Theresa Lemes, Marinês Lodi e mais Martha Marquez, Rosane Figueiró e Tania Macaron.

- Linguagens da Aquarela tem venrissage amanhã, na Galeria do Pic-Cidade.Visitas de 20 a 30 de junho, à Rua Cláudio Manoel, 1185, nos limites dos Funcionários e da Savassi.Visitas diariamente das 10 às 22 horas.

Mudando de assunto, a mostra individual “O Grito”, reune duas únicas esculturas de 1,80 cada, Mulher e Homem Árvores fazendo pendant com monumentais folhas de l,40 (leia-se instalação), no Centro de Compras da Pampulha, antigo Super Mercado Via Brasil.Mais uma vez, Abadia França, professora e expert em papel reciclado e suas variáveis, supreende, sendo que seus delicados relevos policamente corretos, ora escondem, ora valorizam a luz e suas preocupações ecológicas.Vale a pena ver de novo o que lhe rendeu vários prêmios no ano passado, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte onde Abadia vice e cria suas obras.


(*) Morgan da Motta é jornalista e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Internacional de Críticos de Arte - Orgão da Unesco.
Home Page: www.morganmotta.com
E-mail: mmotta@hojeemdia.com.br


31.05.2010